Garagem de Idéias

Blog com notícias, informações , interatividade e muito mais . Além dos bastidores e do conteúdo da edição impressa do Boletim Imprensa Estudantil


Quem sou?



Nome
Fábio Carlos da Silva

Nascimento
24/10/1983

Cidade onde moro
Catanduva - SP

Estudos
4º ano de Jornalismo

Faculdade
Fafica (Imesc)

Trabalho
Drogaria Catanduva

Time do Coração
São Paulo F. C.

E-mail
fabim@estadao.com.br
Meu flog
Sede de Imagem




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Quinta-feira, Abril 20, 2006
 

Cidadão de Catanduva

MONTEIRO LOBATO : "UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS"

De Fázio

No dia 18 de abril de 1882, nasceu Monteiro Lobato.O autor de uma série enorme de livros. Ficou muito conhecido pelo -sítio do picapau amarelo-. Ele, no entanto, foi exageradamente mais que escritor. Era um homem atuante nos assuntos políticos, econômicos e educacionais de sua época. Nossos livros eram editados em Portugal, abriu a primeira editora de livros, tal era o amor que tinha por eles.

Criou a figura do Jeca Tatu, retrato real do caboclo brasileiro de sua época.Depois recria o personagem Jeca Tatu em Zé Brasil, falando do sem-terra explorado pelo latifúndio. Falou da formiga saúva. Falou de nacionalismo.

Não podemos esquecer que Lobato foi fazendeiro.Foi promotor de justiça.Investiu toda sua fortuna pessoal em utopias da época, hoje realidades: parque gráfico brasileiro e o petróleo. Cria em 1931, a Companhia Petróleos do Brasil,que é interditada em 1936, mesmo assim Lobato continua, e encontra indícios de petróleo.Por continuar tentando, em março de 1948, foi preso. Evidentemente que pagou um preço alto.Tristemente, este é o reconhecimento do Brasil, a homens do quilate de um Monteiro Lobato.

O vaticínio de Lobato de que" um país é feito de homens e livros" encaixa sob medida no momento atual do cenário brasileiro. O país é pobre de homens e de pouca leitura, portanto, o resultado está visível: na nossa Justiça, na nossa política, na nossa Educação, na nossa Cultura, na nossa Saúde, nas nossas Religiões. Onde se mexe tem podridão.

Na Educação, Lobato, segundo estudos recentes, foi o pioneiro do Construtivismo.É fácil e difícil escrever sobre Monteiro Lobato.Para que ninguém esqueça mais que no dia 18 de abril nasceu Monteiro Lobato, lembraremos que neste mesmo mês de abril, no dia 21, foi enforcado Tiradentes.

No mesmo abril que nascia um dos maiores homens de nossa história. Morreu, não, não morreu, foi assassinado outro grande homem de nossa história.Pobre é o país que não lembra devidamente de homens como Monteiro Lobato.

autor: De Fázio - defaziocidadaodecatanduva@yahoo.com.br

De Fázio é professor de língua portuguesa da rede pública de ensino e figura conhecida na política catanduvense


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Quarta-feira, Abril 19, 2006
 

Catanduva - Nossa Imprensa

Oficina de Jornalismo lança "A Corneta"

Boletim dos bairros é produzido e editado no Vitorino Pereira



Foto: Exemplares da primeira edição do jornal A Corneta

A Oficina de Noções de Jornalismo e Educomunicação da Escola Estadual Professor Vitorino Pereira, de Catanduva, lançou A Corneta. Trata-se de um boletim informativo que circula, desde o dia 08 de abril, nos bairros: Parque Flamingo, Vila Paulista, Giordano Mestrinelli, Parque Industrial, Jardim Ipanema e Gavioli. A primeira edição tem quatro páginas, tiragem de 1.000 exemplares e está disponível em alguns pontos da cidade. A equipe de A Corneta conta com sete participantes e foi comandada pelo estudante do 4º ano de jornalismo do Imes/Fafica e educador voluntário, Fábio Carlos da Silva, 22 anos. A edição ainda teve a colaboração da estudante de jornalismo da Unilago, Paula Fernanda Sampaio.

O projeto de uma publicação voltada para os bairros surgiu da idéia dos participantes da oficina e está sendo discutido pela turma desde novembro de 2005. Segundo Silva, a oficina teve que se esforçar muito e estenderam os seus trabalhos para os dias de semana, principalmente, por causa da busca de patrocinadores. Já no fim de semana, a oficina caminhava nas ruas e ouvia a população. "Teve sábados em que saíamos do Vitorino às 15h e só voltávamos às 17h, hora em que fecha a escola. Os moradores apoiaram e elogiaram a iniciativa", cita o voluntário. De acordo com Silva, outras edições de A Corneta estão sendo preparadas. A Oficina de jornalismo acontece dentro do Programa Escola da Família do governo do estado de São Paulo.

Novas vagas

O Vitorino abriu novas vagas para a Oficina de Noções de Jornalismo, cujo responsável é Fábio Carlos da Silva. A nova turma começa no dia 29 de abril. Os novos alunos terão aulas práticas aos sábados, das 15 às 17h. Já aos domingos, no mesmo horário, os novatos terão uma base mais teórica. Entre as matérias do curso estão: as diferentes áreas da comunicação, os diferentes tipos de jornalismo (impresso, webjornalismo, Telejornalismo e Rádiojornalismo), Gêneros Jornalísticos, diagramação e etc.

Ao final do curso, os participantes receberão um certificado. A oficina pretende colocar a escola em contato com profissionais da área da Comunicação Social. Para isso, filmes, reportagens e documentários serão exibidos no projeto; publicitários e jornalistas de Catanduva serão convidados para irem falar com os participantes; Ainda serão marcadas visitas a jornais, rádios e museus da cidade. Os interessados devem fazer suas inscrições na secretaria do Vitorino. A escola fica na Rua Alagoas nº. 1675, Vila Paulista. Mais informações: (17) 3522-5172.

Histórico

Um jornalismo alternativo

A Corneta é quarto jornal da carreira de Fábio Carlos da Silva

O lançamento de A Corneta, feito pela Oficina de Jornalismo do Vitorino, deixa Fábio Carlos da Silva como um dos principais nomes quando se fala em projetos alternativos. O informativo dos bairros é o quarto jornal na carreira do estudante. Em 2000, antes mesmo de pensar em fazer faculdade de Comunicação Social, Silva já fazia a Garagem de Idéias. Em sua 24ª e última edição, lançada no dia 16/04/2003, o ¿jornalzinho¿ chegou à tiragem de 265 exemplares, a maior da história desta publicação. Já em 01 de março de 2004, no segundo ano de faculdade, Silva lançou o Boletim Imprensa Estudantil: publicação com tiragem de 2.000 exemplares dedicado ao público estudantil de Catanduva e região. O boletim teve 10 edições e é distribuído nas escolas estaduais Professor Vitorino Pereira, Nicola Mastrocola; Escola Técnica Estadual Elias Nechar e Colégio Objetivo Catanduva.

Em um dia de distribuição do Imprensa Estudantil, Silva foi convidado para ajudar os alunos do Game VitorAção Jovem na elaboração de um jornal para o game. Resultado: este foi lançado no dia 21 de agosto de 2005. Porém, só teve uma edição. Garagem de Idéias também foi o nome do blog de Silva (www.garagemdeideias.blogger.com.br). O site surgiu em 14 de abril de 2003 e chegou a ter até 70 visitas por dia. Todos estes projetos e idéias resultaram em uma comunidade no orkut chamada As idéias do Fabinho (Número: 6824270), dedicadas para todos que participam ou já participaram de algum dos projetos de Fábio Carlos da Silva ou que apenas conhecem o estudante. O grupo foi criado em 01 de dezembro de 2005. Hoje, conta com cerca de 60 membros.

Dicas, sugestões e o seu texto - e-mail: garagemdeideias@yahoo.com.br


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Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
 

Poemas, sonetos e cia

Poesias em Notas de Real

Luciana do Rocio Mallon

Uma inocente adolescente ...
Com um desejo fremente ,
Quis escrever uma poesia ,
Que levasse simpatia ...

A quem lesse a mensagem ...
Com um gosto de miragem !
Então , ela pegou uma nota de um real ...
E com uma força especial e fenomenal ...

Escreveu com uma caneta violeta ...
Uma poesia suave e xereta !
Esta nota de um real ...
De um jeito sensacional ...

Animou muito gente ...
De um jeito diferente !
Várias pessoas leram esta poesia ...
Com muita simpatia e harmonia !

O primeiro a ler de um jeito ativo ...
Foi o cobrador do coletivo !
Depois foi um estudante ,
Que ficou radiante ...

Ao ler uma pessoa especial ...
Numa nota de um real !
A poesia passou de mão em mão ...
Encantando cada coração !
Então , a mesma adolescente ...
De um jeito muito quente ...
E com desejos nada banais ...
Pegou uma nota de dois reais ...

E escreveu uma outra poesia ...
Com mensagem de alegria !
Então , uma mulher triste e depressiva ...
Pegou a nota com esta poesia viva ...

E sua alma se encheu de alegria ...
Só por causa desta poesia !
Então a mesma adolescente ...
Com o seu jeito inocente ...

Escreveu uma outra poesia ...
Com uma diferente magia ...
E com sonhos espirituais ...
Numa nota de cinco reais !

Esta poesia percorreu menos pessoas e menos gente ...
Mas mesmo assim deixou uma mensagem contente !
Então esta mesma delicada adolescente ...
Escreveu uma outra poesia fremente ...

Inspirada em vários atrais ...
Numa nota de dez reais !
Mas esta poesia não foi tão popular ...
Porém isto não é de se admirar !

Pois nota de dez reais já é raridade ...
No bolso do nosso povão de verdade !

A inocente adolescente ...
Com um desejo fremente ,
Quis escrever uma poesia ,
Que levasse simpatia ...

A quem lesse esta mensagem ...
Com um gosto de miragem .

autora : Luciana do Rocio Mallon - e-mail: poesiaedor@yahoo.com.br

Luciana do Rocio Mallon tem 29 anos, mora em Curitiba. Estudou letras na UFRP (Universidade Federal do Paraná) e faz parte do Clube dos Poetas de Curitiba. Luciana escreve para sites da Internet, e é colaboradora do Blog Garagem de Idéias.


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Sexta-feira, Novembro 18, 2005
 

Fora do Comum

Batom Verde

Luciana do Rocio Mallon

Outras Lendas Sobre o Batom Verde

Nos anos 80 , surgiu na China , um batom de coloração verde , que ao entrar em contato com os lábios humanos ficava com a cor rosa - choque na boca . Ele , também durava 24 horas na boca da mulher e não saia nem que ela comesse ou escovasse os dentes .

Em 1982 , este batom chegou na América Latina através do Paraguai . Porém , com ele , surgiram várias lendas . Naquela época saiu o boato de que ele poderia causar câncer , mas não foi nada provado com relação a isto .

Veremos outras lendas sobre este batom , abaixo :

Fórmula Roubada dos Índios :

Em 1982 , Selma era uma menina de 15 anos , que na sua festa de debutantes ganhou um presente desejado : um batom verde feito na China , mas vendido pelo Paraguai . Ao ganhar este presente , ela não perdeu tempo : passou o cosmético nos lábios , que ficou da cor rosa- choque .

Ela dançou a noite inteira sem desmanchar a maquiagem . Porém , na hora de dormir , ao tentar tirar o batom , não conseguiu . Ela passou guardanapo , escovou os dentes , mas nada disto adiantou .

Então ela foi dormir e naquela noite teve um sonho : Selma sonhou que estava no meio de uma tribo indígena e nela havia uma índia fabricando um cosmético da mesma cor do batom que ela ganhou na festa .

Então , a índia olhou para ela e disse :

- A fórmula deste batom que você está usando é amaldiçoado , porque os chineses vieram para a minha tribo e roubaram esta fórmula do meu povo . A minha tribo inteira está sofrendo por causa disto .

- Tire este batom da boca , já !

Assim , Selma acordou assustada , tentou tirar o batom da sua boca , mas ele só saiu três dias depois . Após isto , a adolescente jogou o seu batom fora .

A Atriz Que Ficou Com a Boca Torta Por Causa do Batom

Vera era uma atriz de teatro , que ao ver a sua colega usando o famoso batom verde , encomendou um igual à sua amiga muambeira , que vivia indo ao Paraguai .

Ela comprou o batom no mesmo dia que iria estrear uma peça .

Quando esta atriz estava no camarim , passando o batom , Vera notou que a sua fisionomia no espelho mudou e que ela tinha virado uma índia que disse :

- Não use este batom , pois a sua fórmula foi roubada do meu povo .

- Você , como atriz , tem sensibilidade para entender isto .

- Não passe este batom , se não algo de ruim acontecerá .

Após isto , a artista olhou para o espelho , novamente , e disse :

- Índia , você não existe , pois tudo isto é fruto da minha imaginação .

Assim , Vera passou o batom nos lábios e sentiu que a sua boca entortou .

Naquele momento , outra atriz entrou no camarim e levou Vera para o hospital , que até hoje se encontra com a boca torta .

Feitiçaria Com o Batom Verde

Márcia era apaixonada pelo marido de sua vizinha , Larissa . Ela , também , invejava as formas arredondadas da sua rival .

Um certo dia Márcia consultou uma bruxa para saber de uma simpatia que fizesse Larissa morrer magra e feia . Então a feiticeira disse que ela devia trazer um batom 24 horas , de preferência o famoso batom verde , que ela faria o seguinte trabalho : assim que Larissa passasse o batom na boca , ela não comeria mais nada e morreria de inanição . Porém , este cosmético teria que ser o batom verde , pois ele durava 24 horas e tinha uma cor forte .

Márcia comprou o batom e levou até a bruxa que fez o trabalho .

No dia de aniversário de Larrisa , Márcia deu o batom para a rival , que o passou imediatamente .

Dois dias depois , Larrisa estava só vomitando e não conseguia se alimentar . O médico diagnosticou infecção intestinal , porém nenhum remédio fez efeito e Larissa morreu de inanição .

E você , leitor , conhece outras lendas sobre o batom verde ?

autora : Luciana do Rocio Mallon - e-mail: poesiaedor@yahoo.com.br

Luciana do Rocio Mallon tem 29 anos, mora em Curitiba. Estudou letras na UFRP (Universidade Federal do Paraná) e faz parte do Clube dos Poetas de Curitiba. Luciana escreve para sites da Internet, e é colaboradora do Blog Garagem de Idéias.


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Quarta-feira, Novembro 16, 2005
 

Notícias - Brasil

Questão de ordem

Por: Luísa Gockel/Rits



Foto: Sociólogo Hebert de Souza, o Betinho, completaria 70 anos no dia 3 de novembro

O sociólogo Herbert de Souza completaria 70 anos no dia 3 de novembro. Ele contava que, por culpa de um tio que entendia de cartório, mas não entendia de alemão - e o registrou como Hebert, assim mesmo, sem a letra "r", -, tinha ficado errado desde o nascimento. Herbert de Souza também dizia que o governo não é fundamental. Não se filiou a nenhum partido e tinha medo de que o Partido dos Trabalhadores seguisse um rumo totalitário. Certa vez, convocou os presidentes das maiores estatais brasileiras para uma reunião e se admirou quando todos apareceram. Betinho era assim: tinha opinião, mas, acima de tudo, tinha ação.

Quem conta o caso é o presidente do Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep), André Spitz. "Foi um ato de ousadia. Convidamos vários presidentes, e não é que eles vieram?", lembra ele, ressaltando que o arrojo de propor a reunião foi o primeiro passo para a criação do Coep. Antes disso, Betinho já tinha, ao lado do companheiro Carlos Afonso, hoje diretor de Planejamento e Estratégias da Rits, fundado o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), em 1981.

Ao longo da vida, Betinho foi obrigado a conviver com limitações impostas pela saúde frágil. Hoje, 70 anos depois de seu nascimento e oito anos após sua morte, brasileiros e brasileiras se lembram do homem que os ajudou a apreender, recém-aportados no seu processo de redemocratização, o significado da palavra cidadania. "Ele faz uma falta danada. Era dessas pessoas, os Gandhis da vida, que se apresentam de tempos em tempos e mudam os rumos de uma comunidade, de uma nação, ou mesmo da humanidade", diz Carlos Afonso.

Betinho não conseguia dormir com um sol daqueles: milhares de crianças trabalhando em condições de escravidão, trabalhadores sobrevivendo com suas famílias num quadro de miséria e de fome, a exploração da mulher, a discriminação do negro. Dizia que cidadania é a prática de quem está ajudando a construir os valores democráticos. Baseado nesses princípios, sentenciou certa vez: "Entre o presidente e o cidadão, fico com o cidadão". Seu legado cidadão é, todavia, muito maior do que a mera noção de cidadania.

O instituto das bases

Carlos Afonso conta que, se não fosse o projeto do Ibase, provavelmente teria ficado com a família no Canadá, onde estava exilado. "Para Betinho, a coisa foi bem mais objetiva: ele era o mote do hino da anistia [a música "O Bêbado e a Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, que falava no "Brasil que sonha com a volta do irmão do Henfil"]. Tinha ido para o México em 1978, para ser professor do doutorado em Ciência Política da Universidad Nacional Autónoma de México (Unam). Decidimos, eu no Canadá e ele no México, pensar em um projeto político de retorno ao Brasil que, se viável, significaria a volta de minha família também. E assim nasceu a idéia do que veio a ser chamado de Ibase", diz.

A experiência internacional, explica Carlos Afonso, proporcionou a convivência com uma democracia parlamentar representativa consolidada em um país desenvolvido como o Canadá. E isso foi crucial para a criação do Ibase. "Como latino-americanos, até então, nunca havíamos tido oportunidade semelhante. É uma democracia fundada no voto distrital, de modo que o contato entre o parlamentar e sua comunidade é muito mais estreito. Impossível não ser influenciado por uma sociedade e uma política com participação intensa da sociedade civil organizada, que nos parecia, e me parece até hoje, nem digo de Primeiro Mundo, mas quase de outro planeta", analisa.

Para o diretor-geral do instituto, Cândido Grzybowski, o Ibase representou uma mudança de estratégia: de conquistar a sociedade em vez do Estado. "Ele não apostou tanto nos partidos. Ele os achava necessários, mas acreditava que não eram a prioridade", afirma.

Betinho era sintonizado na conjuntura e tinha o olhar arguto para as questões que envolviam as desventuras humanas. Segundo Cândido, esse é o principal motivo de o Ibase não ser uma organização temática. "Ou a temática é tão grande que engloba muita coisa. Mas nossos temas passam sempre pela opção de radicalizar a democracia e de desenvolver uma cultura democrática". O diretor explica ainda que depois da morte de Betinho houve pressões para que a entidade assumisse uma postura monotemática. "Isso seria a morte do Ibase", acredita.

Maria Nakano, coordenadora de Comunicação do instituto e viúva de Betinho, diz que qualquer questão em que se envolvia era a mais importante para ele naquele momento. "O Betinho vivia o presente e o futuro. Ele não estava preocupado com o passado. Dizia que já existiam historiadores para se preocupar com o passado", lembra Maria.

O caráter amplo do trabalho do Ibase mostra o jeito como Betinho via o Brasil. A característica de eleger temas de trabalho de acordo com a conjuntura - que virou marca da entidade - serão mantidas, segundo Cândido. Para ele, o ciclo de redemocratização que tomou conta do Brasil teve sua expressão máxima nos governos de Fernando Henrique e Lula. O esgotamento do modo atual de fazer democracia leva à necessidade de mudar o eixo de atuação. "Temos que estar voltados agora mais para a cidadania e menos para os partidos políticos. Precisamos mais de voz do que de votos. Hoje já estamos pensando na 'refundação' do Ibase", diz. Mas ressalta que o mote continua sendo a radicalização da democracia, que é feita sempre de baixo para cima.

Para comemorar os 70 anos do sociólogo, o Ibase vem organizando o ciclo Conversas com Betinho, que compreende seminários, visitas a escolas, lançamento do site www.conversascombetinho.org.br e do livro "Um abraço, Betinho", que é a primeira obra realizada a partir do seu arquivo pessoal. Os documentos foram doados pelo Ibase e por Maria Nakano ao CPDOC da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e poderão ser consultados pelo público a partir do ano que vem. "É um acervo muito rico. Tem manifestos, cartas, cartazes. O arquivo acompanha a trajetória desse personagem", explica a pesquisadora da FGV e diretora do Ibase Dulce Pandolfi, que ao lado de Luciana Heymann organizou a publicação.

O pecado original

Para Betinho, a miséria tinha origem certa: a concentração da terra. Foi essa uma das suas principais frentes de luta. O sociólogo desempenhou papel decisivo na Campanha Nacional pela Reforma Agrária (CNRA). Em 1990, organizou uma manifestação, no Rio de Janeiro, que reuniu 200 mil pessoas e chamou a atenção da mídia para a questão.

O diretor-geral do Ibase acredita que a contribuição de Betinho nessa temática foi fundamental. "A reforma agrária ainda não foi feita. Mas agora temos mais consciência de problemas que antes eram tabus", diz. A elaboração da carta da CNRA foi coordenada pelo Ibase, com a liderança de Betinho. Da mesma forma como a CNRA cresceu, incorporando várias entidades em todo o país, perdeu fôlego no fim da década de 1980.

"Nada foi feito até hoje, mas é uma luta que temos de seguir travando. Os movimentos sociais devem continuar lutando para que a questão da terra seja finalmente colocada na ordem do dia", avalia Maria Nakano, que critica a forma como os grandes proprietários de terra burlam os entraves criados pelo governo.

Responsabilidade de quê?

Quando Betinho, com os companheiros Luiz Pinguelli Rosa e André Spitz, apresentou o mapa da fome aos presidentes das estatais brasileiras e perguntou o que poderiam fazer em relação àquela situação, a reação foi de perplexidade. "Mas saímos de lá com a proposta da criação do Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida", lembra André, hoje à frente da organização.

Maria Nakano acha que o Brasil avançou bastante nesse sentido, pois muitas empresas já apresentam anualmente o seu balanço. Mas Betinho achava que era uma questão de responsabilidade da empresa, e por isso não deveria ser obrigatório. "Hoje ainda não alcançamos a situação ideal, mas a responsabilidade social já uma realidade", diz.

Depois disso, o Coep cresceu e incorporou entidades de outros setores, além das estatais. O objetivo principal, no entanto, foi mantido. "Criamos ferramentas de articulação e comunicação e temos uma rede no Brasil com mais de 950 organizações associadas. A meta inicial, que era o combate a fome, foi mantida e ampliada com o aumento da responsabilidade social das empresas", diz André Spitz.

De 1993, quando o Coep foi fundado, até hoje, muita coisa mudou. André conta que a reação de surpresa dos presidentes deu lugar a uma prática mais institucionalizada e profissional. "Temos um acúmulo de conhecimento sobre o que uma empresa deve e pode fazer do ponto de vista social. Procuramos ajudar as instituições a desenvolver habilidades que facilitem essa ação".

"Betinho foi fundamental como grande animador dessa iniciativa. Ele ainda teve a visão de que as empresas estariam todas conectadas via Internet. Via utopias e transformava em realidade", exalta André. Para ele, a capacidade do sociólogo de olhar adiante e fazer valer a esperança contribuiu para muitos atos de ousadia ao longo da vida. "Hoje, se há tantas redes batalhando pela questão da segurança alimentar, devemos muito à grande capacidade de diálogo de Betinho. Ele conseguia fazer pessoas muito diferentes sentarem juntas".

Pela ética, contra a fome

O estado de perplexidade que tomou conta da população após as denúncias de corrupção no governo poderia não ter acontecido. Para Cândido Grzybowski, Betinho teria antecipado a crise, teria reagido antes. "Ele era um líder cidadão, preocupado com a defesa do bem comum. Nunca disputou um cargo. Precisamos de muitos Betinhos".

Carlos Afonso diz que o sociólogo tinha as questões éticas e morais profundamente internalizadas. O que refletia, segundo ele, nas menores coisas do cotidiano, não apenas nas questões políticas.

Em 1992, Betinho foi uma das principais lideranças do Movimento pela Ética na Política, que culminou no impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. O Brasil, que não estava acostumado ao funcionamento da democracia depois de anos de regime autoritário, foi às ruas exercer sua cidadania. A Campanha Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida surgiu nesse contexto, para aproveitar a energia mobilizadora da ocasião. "Todos os segmentos da sociedade estavam unidos pela ética na política. Alcançado o impeachment de Collor, vários setores não queriam deixar que toda aquela mobilização acabasse", lembra Maurício Andrade, coordenador-geral da Ação da Cidadania, que ficou conhecida também como a Campanha contra a Fome.

"Betinho nunca imaginou que pudesse ocorrer aquela onda de solidariedade", conta Maurício. O país se mobilizou para ajudar a "campanha do Betinho", que rebatia com vigor as críticas de estar praticando assistencialismo. Ele achava que "propor o estrutural sem atuar no emergencial era praticar o cinismo de curto prazo em nome da filantropia de longo prazo" ("Um abraço, Betinho" - pg. 181). Além das campanhas para recolher doações, o objetivo da Ação da Cidadania é denunciar a parcela da população que vive na miséria e a necessidade de políticas públicas. "Como todo esse procedimento é demorado, há a necessidade de um atendimento de urgência", explica Maurício.

No 13º Natal sem Fome, Maurício garante que a entidade ainda mantém as suas características principais. Mas a conjuntura, certamente, é outra. "Houve mudanças palpáveis. Há 13 anos, a política mais marcante de combate à fome era a de distribuição de leite. Hoje, o Bolsa Família alcança 7 milhões de pessoas e é muito mais digno do que a mera distribuição de leite", diz, admitindo que alguns reparos ainda são necessários no programa.

A Ação da Cidadania une na prática duas vertentes essenciais do legado de Betinho. "O Natal sem Fome teve um aumento considerável da participação de empresas nas campanhas. Para Betinho a responsabilidade social era muito importante", afirma Andrade. E conclui: "O exemplo mais concreto da sua presença é que, depois de oito anos de ausência, as diferentes bandeiras e lutas estão fortalecidas", observa, lembrando as homenagens a Betinho que os comitês fazem em todo o Brasil.

Mais uma frente de luta

A outra frente de luta aberta por Betinho surgiu com a expansão do HIV/aids. Os irmãos - o cartunista Henfil e o músico Chico Mário -, hemofílicos como ele, foram contaminados primeiro. Quando descobriu, em 1986, que também era soropositivo, conseqüência de uma das tantas transfusões de sangue a que se submetera, Betinho não poderia ter feio outra coisa: assumiu publicamente a doença e começou mais uma batalha. "Betinho nunca encarou a doença como questão central na sua vida. Tanto a aids quanto a hemofilia. Isso tem a ver com a sua forma de encarar a vida", diz Maria. A companheira do sociólogo conta ainda que todas as decisões relacionadas à doença dependiam dele exclusivamente. "Ele foi firme até o fim. Mas quando a saúde já estava muito debilitada, tomou a decisão que cabia naquele instante. Por sorte, teve consciência de todos esses momentos".

O controle mais rigoroso dos bancos de sangue e o fim da sua comercialização tiveram influência direta de Betinho. O coordenador-geral da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Veriano Terto, explica que a entidade nasceu dentro do Ibase, a partir de um núcleo multidisciplinar que discutia a emergência da doença no país. "A Abia nasce em 1986, com o objetivo de mobilizar a sociedade para criar uma rede de solidariedade para responder à epidemia de aids no Brasil", explica Veriano.

Na ocasião, o tema estava envolvido por um discurso de medo. "A aids não tem cura e mata", diziam as campanhas publicitárias do governo. Betinho reagiu e cobrou junto à Abia a responsabilidade do Estado no combate à epidemia. "Esse ato de coragem, de ousadia, foi fundamental para criar, mais tarde, o programa de apoio às pessoas com aids. A Abia se mantém fiel a seus princípios. Continuamos acreditando nos valores da democracia para a promoção de saúde pública, da solidariedade e dos direitos humanos", avalia o coordenador.

Apesar dos avanços, Veriano tem certeza de que Betinho ainda estaria denunciando o que ainda não foi atingido. "A taxa de mortalidade de pacientes com Aids permanece alta, assim como a dificuldade de acesso a exames essenciais e a grande dependência brasileira da indústria farmacêutica internacional", pondera.

Diante do legado cidadão que ficou, os brasileiros teimam em perguntar o que faria Betinho se estivesse aqui. "Nós tendemos a perguntar isso para responder o que desejaríamos que ele fizesse. Mas isso depende de cada um", responde Carlos Afonso.

Texto do site da Revista Fórum da Publisher Brasil


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Segunda-feira, Novembro 14, 2005
 

Educação em debate

Briga na faculdade

O site Passando a Limpo, do jornalista Arthur Godoy Júnior, noticiou uma briga entre aluno e professores do curso de Letras do Imes/Fafica. Segundo os relatos da página, a briga ocorreu no dia 10/11 e foi maior baixaria. As causas e maiores detalhes ainda não foram obtidos pelos jornalistas. A diretora geral do Imes, Maria Heleny Fabbri de Araújo, enviou um comunicado ao site de Godoy. Nesta carta, ela se mostrou consciente da situação e disse que punirá os culpados, além de tomar medidas para evitar que este tipo de incidente volte a acontecer. Diante da situação, não poderia deixar de manifestar a minha opinião. Escrevi uma carta repudiando brigas em faculdade. Confira a baixo:

Carta

Olá caro Arthur Godoy

Não presenciei a briga no curso de letras do Imes/Fafica. Mas, neste ano, esta não foi a primeira briga envolvendo alunos dos cursos da faculdade. No início de março, o curso de pedagogia (que tem maioria quase absoluta alunas mulheres) também teve relato de agressões, só entre alunas. Uma das estudantes queria assistir à aula, mas ao seu lado a conversa rolava solta entre outro grupo de alunas. A moça interessada reclamou com as demais. Ao final da aula, apanhou das desinteressadas em conhecimentos. O jornal-laboratório Enfoque nº. 16 - de maio, produzido pelos alunos do 3º ano de jornalismo da Fafica com a ajuda do professor Fernando Moreno, registrou sua indignação com o incidente através da coluna Diálogos e debates, com um artigo intitulado 'Te pego' na saída de Marcelo Nadalon.

No texto, Nadalon mostrou verdadeira indignação em nome de todos os alunos da sala: "O que sei é que não quero para mim um mundo onde as pessoas que se dedicam ao aprendizado sejam atropeladas por atitudes pouco coletivas e grosseiras". Agora, oito meses depois, a situação se repete e, segundo notícia do site Passando a Limpo, de uma forma mais escandalosa ainda. Tenho dois projetos ligados à educação: o Boletim Imprensa Estudantil e a Oficina de Noções de Jornalismo no Vitorino Pereira. Por isso, também quero mostrar o meu repúdio a tal situação, ainda mais se tratando de uma faculdade, na qual presumimos que já sejam todos bem grandinhos e saibam das suas responsabilidades.

No meu dia-a-dia, tenho contato com dezenas de estudantes do ensino médio, em maioria de escolas públicas. São pessoas que muitas vezes sonham em fazer uma faculdade, mas que não têm condições financeiras para realizar este desejo. È triste, lamentável, repugnante saber que existem pessoas que têm a oportunidade de cursar um curso de ensino superior e só pensam em freqüentar os barzinhos em frente à faculdade; fazer moral para ver se conseguem "ficar" com as menininhas; promoverem brigas como as de pedagogia e letras. As faculdades, centros universitários e universidades particulares de todo o Brasil deveriam repensar o fato de abrirem cursos e mais cursos sem uma estrutura adequada; quererem preencher suas vagas seja lá com quem for. Aliás, diretora Maria Heleny Fabbri de Araújo e prefeito Afonso Machione Neto, e o campus universitário da Fafica? Desde que estudo lá, este campus é usado como promessa política de diversos políticos, mas nunca é concluído. Não está na hora de acabar aquela obra né?

O Imes/Fafica e outras instituições de ensino têm ótimos alunos, que trabalham e colocam o nome escola ou faculdade em evidência. Em nome destes alunos, peço para a direção da Fafica tomar providências e tentar evitar estas infantilidades. O pedido se estende também para o secretário de educação, Vicente de Paula Almeida Júnior, e para a dirigente regional de ensino, Tânia Aparecida Ribeiro Botos, assim como para as demais autoridades ligadas a educação que lerem este comentário. Vamos fazer uma escola que ensine a paz! Quem quiser brigar que faça um curso de boxe ou arte marcial!

Godoy, muito obrigado pelo espaço! Um forte abraço!

Fábio Carlos da Silva

Estudante de jornalismo do Imes/Fafica; editor do Boletim Imprensa Estudantil; responsável pelo projeto da Oficina de Noções de Jornalismo; dono do blog Garagem de Idéias (www.garagemdeideias.blogger.com.br)


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Sexta-feira, Novembro 11, 2005
 

FILOSOFIA - Artigo

Religião não se discute. Será?

Agnaldo Cuoco Portugal

Quando fui tratar de minha licença para o doutorado em Filosofia da Religião na Universidade de Londres, alguém logo me alertou: "Ah, professor, cuidado, que eles vão tirar Deus do seu coração".

A primeira coisa a chamar atenção nesse episódio é a idéia de que para se estudar Filosofia da Religião é preciso professar uma fé religiosa, pertencer a alguma igreja. Na verdade, assim como fazer parte de um partido ou defender alguma ideologia política não são condições para ser um bom professor de Filosofia Política, o fato de alguém trabalhar com Filosofia da Religião não implica que ela "tenha Deus no seu coração".

Como área de conhecimento acadêmico, a Filosofia se propõe a esclarecer e aprofundar os conceitos pressupostos nas mais diversas atividades humanas e esferas da realidade. Para tanto, ela parte de uma atitude de crítica e questionamento, de admiração e inconformidade com o que parece óbvio para a maioria. Mas a Filosofia não é só pergunta, pois a pergunta não tem sentido senão como busca de resposta e é por isso que uma etapa imprescindível do trabalho filosófico é a apresentação de idéias alternativas àquelas que foram questionadas do senso comum. Por sua vez, a proposta alternativa de um filósofo vai também ser objeto de questionamento por parte de outro filósofo. Essa seqüência, que para alguns parece interminável e "não levar a lugar algum", revela um traço característico dessa área do conhecimento humano: o que se aprende com o estudo da Filosofia é um debate, ou seja, as principais teses e antíteses defendidas acerca de um assunto que ajudam a compreendê-lo melhor conceitualmente e a vê-lo segundo uma perspectiva diferente daquela que se tinha antes.

É por isso que um bom curso de Filosofia da Religião não vai apenas defender uma determinada idéia em assuntos religiosos. A Filosofia acadêmica não deve pretender convencer ninguém de tese específica nenhuma. O filósofo da religião não é um pregador apologista, assim como o (bom) filósofo político não é alguém que quer convencer seus alunos de suas próprias convicções políticas. Quanto mais amplas e mutuamente críticas as perspectivas de discussão que forem abertas, melhor terá sido cumprido o papel da Filosofia para a compreensão dessas atividades humanas.

Assim, um filósofo da religião pode ser ateu ou agnóstico na sua vida pessoal (o que, diga-se de passagem, não é o meu caso!), mas é seu dever apresentar ao máximo os lados envolvidos na questão. Embora o filósofo da religião deva também conhecer o fenômeno religioso sobre o qual está refletindo, seu compromisso é com a razão argumentativa, o esclarecimento das questões e o aprofundamento da compreensão conceptual.

São muitas as maneiras pelas quais a Filosofia aborda o fenômeno religioso, pois são muitas as facetas dessa atividade humana tão rica e influente. As religiões têm, por exemplo, uma concepção acerca do que seja a realidade em termos fundamentais, que é objeto da área da Filosofia que, desde a antigüidade, chama-se "Metafísica". As religiões monoteístas pensam ser Deus essa realidade fundamental, e o conceito de Deus e os argumentos racionais contra e a favor à Sua existência são temas mais que tradicionais na história do pensamento filosófico. A relação entre religiosidade e liberdade ou autonomia da ação humana é um outro tema que interessa ao filósofo da religião. Quanto a isso, por exemplo, filósofos críticos da religião como contrária à liberdade humana, como Marx, Nietzsche e Sartre são objeto de elaboradas discussões, também contra e a favor às suas idéias. Isso sem contar as considerações em torno do tema da racionalidade da crença religiosa, do papel da expressão artística e do sentimento na atividade religiosa, entre outros tantos tópicos. Enfim, em termos históricos, a discussão filosófica sobre temas que envolvem a religião surgiu quase ao mesmo tempo que a Filosofia como área do conhecimento e está presente em todos os grandes períodos nos quais as contribuições a essa disciplina são tradicionalmente classificados e, em termos sistemáticos, ela se relaciona a todas as principais problemáticas filosóficas, da Filosofia da Linguagem à Estética, da Teoria do Conhecimento à Filosofia Política.

A religião é, sem dúvida, uma atividade muito importante e que merece ser profundamente levada a sério, pois se propõe a apresentar respostas e dar significado para a vida humana como um todo. Sendo assim, qualquer contribuição para seu melhor entendimento e o aperfeiçoamento da compreensão das suas interações com outras esferas da vida deveria ser bem-vinda. É por isso que vale a pena discutir religião.

Ainda são relativamente poucas e dispersas as pesquisas nessa área no Brasil. Contudo, já se desenvolvem ações no sentido de que em breve não precisaremos mais mandar ninguém para doutorados no exterior só porque falta uma reflexão de boa qualidade sobre esse assunto sendo desenvolvida aqui.

autor: Agnaldo Cuoco Portugal - Texto da UnB Agência

Agnaldo Cuoco Portugal é professor adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília (UnB). É doutor em Filosofia pelo King´s College da Universidade de Londres (Inglaterra), presidente da comissão organizadora do I Congresso Brasileiro de Filosofia da Religião e membro do grupo de estudos em Filosofia da Religião da UnB (www.gpfr.unb.br).


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Quarta-feira, Novembro 09, 2005
 

Fora do Comum

O Fantasma da Academia de Dança

Patrícia era uma criança alegre , que freqüentava uma escola pública e que morava num apartamento popular da Avenida Paraná , no bairro Cabral , na cidade de Curitiba .

Ela tinha cinco anos quando assistiu um espetáculo de balé pela TV e pensou em ser bailarina . Então , a menina pediu a sua mãe para coloca - la em uma academia de dança , mas a sua mãe falou que não tinha condições financeiras , porém disse que ela poderia tentar pedir um curso e balé para a avó . Assim , Patrícia fez o pedido para a sua avó , dona Zélia , que concordou e colocou a sua neta numa academia chamada : Dançata , que ficava num bairro vizinho chamado : Ahú .

A garota se deu tão bem no balé que , também , resolveu fazer outros cursos de dança como : sapateado , flamenco , ginástica e jazz todos patrocinados pela avó e ministrados na mesma academia .

Quando Patrícia completou dezesseis anos , sua avó faleceu e seus pais não puderam pagar mais suas aulas de dança .

A adolescente inconformada fez um pacto com o diabo para ser uma dançarina famosa e para continuar os seus cursos . Um dia depois do ritual , o seu pai foi chamado em um emprego público , o qual passou num concurso . Assim , sua família teve condições de pagar seus cursos de danças .

Ao completar 18 anos , já formada em várias modalidades de dança , Patrícia foi convidada para dar aulas na academia Dançata . Ela era ótima professora e sempre era elogiada pelos seus alunos . Esta moça sabia organizar as apresentações dos seus estudantes em teatros e em todas elas , Patrícia acabava dançando e fazendo sucesso .

Então , a dançarina foi chamada para participar de comerciais de TV , espetáculos e até de desfiles . Com este prestígio todo ela ganhou um curso de manequim e acabou virando uma modelo de prestígio em sua cidade .

Seu sucesso foi tanto , que um pintor famoso resolveu pintar seu rosto e doar este quadro para a escola , em que ela dava aulas . A diretora da academia colocou este quadro em uma das salas de balé .

Um ano depois , Patrícia estava saindo da academia de noite e indo para sua casa a pé , quando um assaltante colocou uma arma na sua frente e pediu a bolsa . A bailarina negou , saiu correndo e levou um tiro do assaltante e acabou morrendo . No momento , em que levou o tiro , a dançarina viu o filme de toda a sua vida , mas as suas cenas de dança foram as cenas que mais se repetiram .

Após ver o filme da sua vida repetidas vezes , a tela escureceu e de repente passou outro filme : o do seu velório .

A dançarina não quis acreditar que estava morta , mas no seu velório ela viu seus pais e alguns dos seus alunos . Ela viu o seu enterro também , até a parte em que fecharam o seu túmulo com cimento . Após isto , ela percebeu que estava num lugar escuro em que uma fumaça vermelha flutuava . De repente , apareceu um homem de terno e gravata , que disse :

- Boa - tarde , minha escrava !

Então , a moça falou :

- Boa - tarde !

- Onde estou ?

- Quem é você ?

Assim , o homem disse :

- Você está no inferno e eu sou o diabo com o qual você vendeu a alma para continuar os seus estudos de dança e ser uma dançarina famosa .

- Você pensa que vai ficar no inferno , né ?

- Mas eu tenho um castigo pior :

- Sua alma ficará vagando pela Terra e ela sentirá cada parte do seu corpo apodrecer . Mas , há uma saída para seu espírito , porém isto você descobrirá sozinha .

Após falar isto , o demônio jogou a alma de Patrícia para a Terra . A dançarina notou que seu espírito estava muito fraco e pelo caminho ela percebeu coisas horríveis : ela viu pessoas sendo assaltadas e notou que ao redor dos bandidos existiam espíritos que encobriam seus atos de maldade . Ela notou que ao redor dos dependentes químicos existiam espíritos possuidores que se alimentam dos atos dos drogados quando se viciavam . Ela percebeu que ao redor das garotas de programa vivas existiam espíritos de cafetinas más que as acorrentavam na prostituição .

O espírito de Patrícia andou , andou , andou e ela avistou uma desconhecida academia de dança . Então , sua alma entrou dentro deste estabelecimento e se sentiu forte de novo . Assim , Patrícia entrou numa aula de balé , tentou ajudar uma bailarina com sua energia e se sentiu feliz . Então , o fantasma de outras professoras de dança apareceram e expulsaram Patrícia de lá .

Desta maneira , ela se sentiu fraca novamente , mas percebendo que o ambiente de dança revigorava o seu espírito , Patrícia resolveu procurar a academia que ela dava aula antes de falecer .

A alma de Patrícia andou , andou , andou até que muito fraca , avistou a placa da sua velha escola de dança : Dançata . Então , ao entrar no seu antigo local de trabalho , o seu espírito revigorou as energias . Assim , Patrícia entrou numa sala em que havia uma aula de balé . Ao notar que uma estudante não conseguia acertar os passos , Patrícia soprou as dicas no ouvido da menina , e suavemente tocou em suas pernas e braços até a garota acertar os passos . A dançarina fez isto com várias alunas e em muitas aulas .

Carolina era uma das estudantes da escola Dançata , que morava ao lado desta academia . Um certo dia , ela estava tentando praticar um passo que não acertava , de repente ela sentiu que alguém soprou dicas em seu ouvido , primeiro ela ficou com medo e obedeceu . Ao tentar o passo novamente , ela sentiu que mãos tocaram seus braços e pernas .

Então , Carolina olhou para os lados , viu o quadro em que Patrícia estava pintada e teve a impressão de que a mulher do quadro sorriu para ela . Impressionada com tudo o que tinha acontecido , Carolina contou tudo para as suas colegas de balé , que afirmaram terem sentido mãos tocando as suas pernas enquanto ensaiavam passos difíceis .

Alguns dias depois , Carolina teve pesadelos em que a mulher do quadro estava ensinando balé aos estudantes da academia .

No dia seguinte a garota criou coragem , entrou na sala da dona da escola de dança e perguntou :

- Boa - tarde , dona Lurdes !

- A senhora sabe quem é a moça do quadro da terceira sala de balé ?

Então , a diretora disse :

- Ela é a professora Patrícia , que deu aula para a gente .

Após isto , a menina perguntou :

- Ela ainda dá aulas aqui ?

Assim , Lurdes respondeu :

- Infelizmente ela não se encontra mais entre nós , pois foi morta em um assalto .

Após escutar isto , Carolina saiu correndo .

Naquela noite a garota , sonhou que Patrícia estava dançando na academia , quando de repente abriu os olhos , viu que a dançarina estava sentada em sua cama e gritou :

- Por favor , me deixe em paz !

- O que você quer de mim ?

Então , o espírito de Patrícia disse :

- Sei que você sabe que fui professora na academia em que você estuda .

- O problema é que para continuar estudando balé e ser uma dançarina muito famosa eu fiz coisas que não deveria e por isto estou pagando por isto .

- Agora eu preciso que você me ajude , basta segurar a minha mão e abrir as portas do seu espírito .

Assim , Carolina segurou as mãos de Patrícia , então a alma da professora fantasma entrou dentro do corpo de Carolina . Assim , as duas almas se misturaram num só corpo .

Ao acordar , Carolina sentiu que suas pernas estavam mais leves e que não era mais a mesma pessoa .

Quando fez a sua aula de balé , ela percebeu que ganhou uma técnica que depende de anos de treinamento .

Os anos se passaram , Carolina nunca mais sonhou com Patrícia e hoje ela dá aulas na academia Dançata .

Será que Patrícia conseguiu driblar o diabo ?

autora : Luciana do Rocio Mallon - e-mail: poesiaedor@yahoo.com.br

Luciana do Rocio Mallon tem 29 anos, mora em Curitiba. Estudou letras na UFRP (Universidade Federal do Paraná) e faz parte do Clube dos Poetas de Curitiba. Luciana escreve para sites da Internet, e é colaboradora do Blog Garagem de Idéias.


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Terça-feira, Novembro 08, 2005
 

Cidadão de Catanduva

QUASE TODA CATANDUVA SABE : MENOS A JUSTIÇA E EU...

De Fázio

Alguns anos atrás, havia em Catanduva "a esquina do pecado", precisamente na esquina onde funciona hoje o não tão famoso "Café da esquina". Todas as fofocas ou verdades da cidade eram plantadas ali. Desde mulheres que traiam maridos, os futuros falidos, quem era "bicha", quem era machão. Se não passasse por ali não era notícia quente. Especialmente os fatos políticos.

Nos finais de semana, pontualmente passavam por ali, prefeito, ex-prefeitos, vereadores, jornalistas, presidentes de bairro. Político famoso em visita à cidade obrigatoriamente assinava o ponto no "Café da Esquina". Toda Catanduva sabia que o Doutor Orlando Zancaner mandava e todos obedeciam; exceto meia dúzia de rebeldes.

A Catanduva de hoje é bem diferente. Graças à democracia, os tempos são outros. A imprensa local avançou pouco, mas avançou. Temos, via internet, vários sites, mas o "Passando a Limpo" funciona tão bem como a " esquina do pecado", não no sentido depreciativo, mas apreciativo, como local isento dos encontros para alguns e desencontros para outros., embora virtual, por ali não passou, não é notícia.

Por ele, já passou a novela da TVO : Quem é o dono da TVO ? - Quase toda Catanduva sabe, menos a Justiça e eu. E os capítulos do jornal Notícia da Manhã. Quem é o dono do Notícia da Manhã ? - Quase toda Catanduva sabe, menos a Justiça e eu. Também a história do político que mandou cobrar a conta do outro político "na bala", parece que agora são correligionários. Quase toda Catanduva sabe, menos a Justiça e eu. E do mensalinho na administração do ( ?), não sei. Quase toda Catanduva sabe, menos a Justiça e eu.

E do bem recente, aliás , Pensando Catanduva ou estelionato eleitoral ou promessas de campanha ? Quase toda Catanduva sabe, menos a Justiça e eu. E da história longa e confusa da Fafica. Quase toda Catanduva sabe, menos a Justiça e eu. E existem muitas outras coisas que quase toda Catanduva sabe, menos a Justiça e eu. A Justiça por necessitar de provas e eu, cidadão de Catanduva.

BUSH FILHO E LULA : UÍSQUE E CACHAÇA

De Fázio

A vinda de George W.Bush ao Brasil , governado por Lula e o PT, mostra a sintonia entre os países e seus respectivos sistema . Os Estados Unidos, país capitalista, imperialista, extremamente bélico, não poderia ser governado por uma "santa".

A figura representativa do país é , sem tirar um milímetro ou sem acrescentar um milímetro George W Bush Filho.Insensível, maquiavélico, ardiloso, prepotente, arrogante, falso religioso, sempre alerta para iniciar uma invasão. A vida humana para esse personagem capitalista não significa absolutamente nada. O equilíbrio da natureza, o ecossistema menos ainda.Importa a ele, ser o que são os Estados Unidos: o senhor da guerra, o dono do mundo.Engana-se quem achar que outro presidente seria diferente. Poderia haver uma sublimação, uma suavização nos métodos, mas a teoria e os efeitos nefastos para o mundo continuariam os mesmos.

O sistema capitalista não sobrevive sem guerra, sem sangue, sem destruição, sem o consumismo destruidor da natureza.

Enquanto o Brasil, país capitalista, corrompido da base ao topo, governado, também, por uma figura representativa do país. Sabe de tudo e finge que não sabe de nada. Semi-analfabeto. Aposentado precocemente, mas agora ferra os aposentados. O típico brasileiro do faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.Inapto para o cargo de presidente, mas por ser o país, o que é: uma massa de analfabetos, desprovidos de hábitos de ler, refletir, às vezes, até de pensar, e outra massa de espertos, astutos, sagazes, oportunistas, corruptores, ambas espremendo o pouco que sobra de saudável, patriótico, honrado e trabalhador, evidentemente, elegeriam o senhor Lula.

Estados Unidos e Brasil, países irmãos, países amigos, governados por Bush Filho e Luís Inácio Lula.

Que maravilha: os dois se merecem com direito a uísque e cachaça.

autor: De Fázio - defaziocidadaodecatanduva@yahoo.com.br

De Fázio é professor de língua portuguesa da rede pública de ensino e figura conhecida na política catanduvense


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Segunda-feira, Novembro 07, 2005
 

Comportamento - Artigo

www.eu@aqui.com

Manuel Castro Lahóz

Não importa onde você esteja (família, escola, empresa, evento social), você é muito mais que um nome, uma função, um número (CIC, RG, celular), um e-mail; você é um ser real e único, tem coração, mente, espírito, história.

Você é o principal responsável pela sua vida, você apresenta aos outros não o que você é ou deseja, mas sim o que consegue apresentar (às vezes apresenta muito mais, outras muito menos do que realmente é). Não vamos julga-lo, mas sempre que apresentar-se como realmente é, sempre colherá melhores resultados.

Você é o seu instrumento de comunicação, marketing e desenvolvimento pessoal, e seja lá o que estiver acontecendo onde você estiver, também terá sua parte de responsabilidade. Você não é responsável pela briga que aconteceu na festa onde estava, até nem ficou sabendo, mas será responsável quando comentarem com você sobre a briga, transformando-a em uma tragédia ou apenas em mais uma lamentável briga de festa.

Tudo é comunicação, é impossível não se comunicar, e toda comunicação elicia uma resposta e um resultado. Se o outro não o compreendeu, a responsabilidade é sua.

Um casal sempre se orgulhou do filho, mas agora ele está namorando uma moça que já ficou com "a cidade inteira", tem até uma filha, agora o filho é só tristeza para eles. É só vê-lo e a mãe começa a chorar e lamuriar-se, e o pai xinga-o de ingrato, corno manso, covarde, etc.

Óbvio que o rapaz fica em casa o mínimo possível, passa a maior parte do tempo na casa da moça. A chance de fazer tudo o que os pais não desejam aumenta a cada dia.

Esses pais poderiam dizer: "filho, sabemos dessa moça o que todo mundo sabe, e não vamos julga-la. Estamos preocupados, mas quem vai escolher sua namorada é você, só lhe pedimos que se cuide, como deveria se cuidar namorando qualquer outra moça, para evitar complicações graves como uma gravidez, por exemplo".

Não nos conhecemos a nós mesmos, como então pensar que conhecemos nossos filhos ou as pessoas? E simplesmente pelas nossas expectativas, atendidas ou frustradas.

Não somos "fazedores de coisas" colocados neste planeta por contratos e projetos, somos parceiros numa viagem imprevisível, cheia de dificuldades, de altos e baixos, de ganhos e perdas, de tristezas e alegrias. Não podemos escolher o que vai acontecer. Esse moço precisa aprender algo com essa namorada que os pais não podem ensinar, mesmo que saibam.

É importante quando estivermos com as pessoas que amamos e aquelas que nos são importantes escolhamos com cuidado, responsabilidade, humildade e carinho, o que desejamos comunicar, construindo um ambiente acolhedor e onde tenhamos prazer de estar.

É bom que tenhamos consciência de onde costumamos colocar nossa atenção, com que intenção, por quais motivos, e o que nos impede muitas vezes sermos mais flexíveis com quem amamos, a começar por nós mesmos.

Para isso, mais do que possuir uma "cultura invejável", ter "diplomas valiosos", pertencer á "alta sociedade", ter grandes aplicações financeiras, vale o quanto nos conhecemos e nos permitimos ser quem realmente somos.

autor : Manuel Castro Lahóz - e-mail:drmanuel@terra.com.br

Manuel Castro Lahóz é palestrante, escritor e médico psicoterapeuta , MBA (RH) em Psicopedagogia, trainer em PNL, facilitador de cursos, consultor de empresas na área de Excelência Pessoal.O endereço do seu site é www.manuelcastrolahoz.com.br


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Sábado, Novembro 05, 2005
 

Opinião - Artigo

"Welcome" Mr. Bush

Por: Frei Betto

Presidente Bush: bem-vindo a um país soberano chamado Brasil. Como o presidente Lula já demonstrou, não queremos a Alca e temos um governo solidário à Venezuela de Chávez e à Cuba de Fidel. Já fomos colônia de Portugal por 322 anos e sabemos o que é produzir riquezas em benefício de outros povos.

Ainda hoje o povo brasileiro trabalha, e trabalha muito, para sustentar a dívida e(x)terna contraída por nossas elites sem que a população tenha sido consultada. Nossa carga tributária é uma das mais altas do mundo, 36% do PIB; nossa taxa de juros ultrapassa 19% ao ano; o nosso governo gasta com a amortização dos juros da dívida, todo ano, mais de dez vezes o orçamento de que dispõe para novos investimentos. Oficialmente nosso superávit primário é de 4,25%. De fato, passa dos 5%, porque a equipe econômica de nosso governo acredita, religiosamente, que o deus mercado é capaz de operar o milagre do bem-estar da nação sem que haja mudanças de estruturas, como a reforma agrária. Só não digo que isso é problema nosso porque a nossa economia é controlada pelo FMI, no qual o senhor manda. E não conheço um só país que tenha saído da pobreza graças ao FMI.

Venho pedir-lhe a paz. Há 2.800 anos, um hebreu chamado Isaías afirmou que só haverá paz como fruto da justiça. O senhor crê que ela resultará da imposição das armas. Ora, a guerra é o terrorismo dos ricos, assim como o terrorismo é a guerra dos pobres. Não bastou a derrota dos EUA no Vietnã? Ali morreram 1 milhão de pessoas, das quais 50 mil norte-americanos. Cedo ou tarde o seu país terá de deixar o Iraque sem nenhum orgulho, carregando o fardo de milhares de jovens norte-americanos (muitos deles de origem latina e negros) condenados à morte por acreditarem que é bom para o mundo o que é bom para os EUA.

Seu país possui apenas 6% da população mundial. No entanto, controla 50% da riqueza do planeta. Jamais exigiu democracia na Arábia Saudita, onde se situam as maiores reservas de petróleo do mundo, porque o governo autocrático daquele país é dócil à política de Tio Sam, embora dali tenham saído Bin Laden e os terroristas que puseram abaixo as torres gêmeas. Ano passado foram gastos em armamentos, em todo o mundo, cerca de US$ 900 bilhões. Os EUA desembolsaram quase a metade, US$ 390 bilhões. E pensar que se necessitam apenas US$ 50 bilhões, até 2015, para erradicar a fome do mundo!

Por que será que a morte merece mais dinheiro do que a vida? Não haverá algo muito errado nessa lógica? Por que o capitalismo coloca a propriedade privada acima de vidas humanas e do bem coletivo? Por que morrem de fome 5 milhões de crianças, com menos de 5 anos de idade, por ano, sem que as nações ricas destinem mais de 10% dos gastos bélicos em cooperação internacional?

O senhor deve saber que 86 milhões pessoas morreram vítimas da guerra desde 1940. As duas bombas atômicas que o seu país lançou sobre as populações inocentes de Hiroshima e Nagasaki ceifaram cerca de 100 mil vidas e deixaram um lastro de câncer, até hoje, nos descendentes das vítimas. Quase todas jovens. Cerca de dois mil soldados dos EUA foram mortos no Iraque nessa guerra insana reiniciada em 2003. Seu pai invadiu aquele país em 1991 e o resultado envergonhou tanto a sua nação que o senhor se sentiu na obrigação de repetir o gesto, na esperança de derrubar Saddam Hussein, o que conseguiu, e a resistência dos iraquianos, que até agora desafia o potencial bélico de seu país. Entre a população civil, aproximadamente 130 mil iraquianos foram mortos em conseqüência de ataques das tropas dos EUA em 1991. Saddam, graças às armas, inclusive químicas, fornecidas pelos Estados Unidos, sobretudo na época da guerra contra o Irã, matou cerca de 200 mil iraquianos.

Estive há pouco em seu país. Em Utah, muitos me perguntaram qual impressão tenho dos EUA. Respondi que a diferença entre o seu povo e o meu é que o seu está convencido de que não há felicidade sem dinheiro. E o meu é feliz sem dinheiro. Bastam-nos os cinco efes: feijão, farinha, fé, futebol e festa. Essa busca desenfreada de riqueza é que impede o povo dos EUA de se sentir solidário aos pobres do mundo. Vimos todos o que ocorreu aos negros e pobres de Nova Orleans na catástrofe causada pelo furacão Katrina. Ficaram ao desabrigo, até que o senhor reagiu quando percebeu que, aos olhos do mundo, o rei estava nu. E para completar, um de seus assessores teve o descaramento de propor, como medida para reduzir a pobreza nos EUA, o aborto às mulheres negras...

Presidente Bush, "welcome" à nação do futuro. Queremos ser amigos fraternos do povo dos EUA, sem que a CIA volte a ameaçar a nossa democracia, como em 1964 ajudou a implantar uma ditadura militar que durou 21 anos, e que se alcance reciprocidade nas relações comerciais, com pleno respeito à nossa soberania.

Frei Betto é escritor, autor de "Típicos Tipos" (A Girafa), prêmio Jabuti 2005, entre outros livros.

Texto do site da Revista Fórum da Publisher Brasil


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Sexta-feira, Novembro 04, 2005
 

Opinião - Crônica

Lição de humildade

Marcílio Dias

A Esquadrilha da Fumaça - que, no aniversário da cidade, nos fez mais uma visita - tem mais de cinqüenta anos. Foi em 1952, nos bons e velhos tempos, que a Esquadrilha nasceu. Era composta por aviões NA T-6. O ronco do motor de cada um lembrava uma jamanta repleta de trovões estrondeando pelos céus. Em conjunto, então, era fenômeno indescritível. Só por esse detalhe, cada manobra ganhava brilho mais intenso, assumindo o perfil de verso de poema inacabado, mas fascinante. Foi exatamente nesse ano que ela começou a fazer concorrência a Berteli. Alberto Berteli foi o maior ás de acrobacia que a terra do lábaro estrelado conheceu. Berteli viveu bem menos do que deveria. Pena tenha ultrapassado a barreira de onde não há regresso tão cedo. Seus feitos, que transcenderam a velhice, a doença e a própria morte, transformaram-no em personagem imortal, com direito a versões folclóricas.

Berteli, em sua autobiografia, diz que não tem certeza se o primeiro encontro entre ele e a Esquadrilha ocorreu em Catanduva ou Jaboticabal. A Esquadrilha, nesse tempo, gostava de voar na pior hora: coisa de duas da tarde. Nesse horário, há pouca sustentação. Há turbulência. Quem pilota sabe disso. Berteli não ficava atrás. Decolava logo depois, com o Bucker, aquele aviãozinho de duas asas, pouco mais que um aeromodelo, que lembra os dos filmes da Primeira Guerra Mundial. «Eu decolava depois, fazia o Bucker falar sete línguas, procurava fazer todas as manobras que eles tinham feito. Só que em vôo invertido!». Esse antagonismo - Esquadrilha para cá, Berteli para lá - durou algum tempo. Depois, logo depois, eles acabaram acertando os ponteiros (naquele tempo os relógios tinham ponteiros). Afinal, a Fumaça era grupo de aviões; o Bucker voava isolado; lá, militares; aqui, civil. Então, não poderia e não deveria haver competição entre eles, ora. Por outro lado, o Bucker permitia manobras bem mais próximas do chão, já que muito mais leve. E voava longas distâncias de dorso. Assim, acabaram compondo um todo harmônico. E a partir daí passaram a se apresentar, em consonância, por esse Brasil afora, onde houvesse festa aviatória.

Certa vez, a festa seria no Aeroporto da Pampulha, na capital mineira. Berteli, com seu aviãozinho, já apadrinhado pela Esquadrilha, recebeu autorização para pousar, mesmo sem rádio. Cauteloso, aterrissou primeiro em Carlos Prates, Minas Gerais. Dali telefonou para a torre da Pampulha. Não queria influir no tráfego comercial. Tenho ordem para chegar aí? Tem! Posso dar cambalhotas, antes de pousar? Pode! De Carlos Prates à Pampulha são três minutos de vôo. A torre havia dado luz verde. E foi assim que Berteli pintou no céu de Belo Horizonte. Deu umas viradas no aviãozinho, com o cuidado de quem maneja uma bomba atômica. E entrou no tráfego em vôo de dorso. Rodas do aparelho para cima, cabeça do piloto para baixo. Fez todo o tráfego em vôo invertido. A pista é grande. Assim, o vôo foi muito comprido de dorso, tão rente ao chão quanto possível! No último momento, nem antes, nem depois, desvirou o aparelho para o pouso. Quem o conheceu sabia que ele gostava de fazer seu anjo da guarda trabalhar duro e cumprir jornada extraordinária. E eis que, em resposta, os carros de bombeiros estavam de prontidão, todos juntos à pista. Pensaram que o Bucker havia enguiçado e não iria mais desvirar, pousando de rodas para cima! Ah! Berteli!

Ribeirão Preto. Tarde lúcida como um diálogo de Platão. Sombras já bocejando e se espreguiçando em pleno crepúsculo. Berteli, no chão, ao lado do hangar. Esquadrilha chegando. Ao lado de Alberto, um grupo de rapazes recém-brevetados criticava, em franca escalada do deboche, o desempenho da Esquadrilha, que, claro, não vinha para o pouso sem antes mostrar a que veio. Defeito apontado aqui. Defeito apontado ali. E Berteli ouvindo os comentários da rapaziada. Em certa altura o bravo piloto discordou dos comentários dos jovens, que, no momento, censuravam, a seu modo, a execução de determinada manobra.

- Eu não concordo... - disse Berteli, sem poder completar a frase.

- Ora, moço, eu sou piloto e sei o que estou falando. Tenho trinta e duas horas de vôo!

- Puxa! Trinta e duas horas? E você? - indagou Berteli a outro dos rapazes.

- Vinte e oito!

- Você?

- trinta e uma.

- Por que o senhor quer saber? Por acaso, o senhor também é piloto?

- Sim. Sou.

- E quantas horas de vôo o senhor tem?

Berteli ficou em silêncio. Para ele, o assunto estava encerrado. Despediu-se, com um gesto que sugere continência militar. E foi se afastando, com jeito de matuto todo seu, alma em festa, ansioso para ver os amigos que estavam chegando para a demonstração do dia seguinte.

- Quantas horas o senhor tem? - gritou o mais velho dos rapazes.

- Vinte e cinco - gritou Berteli, voltando-se para o grupo, mãos em concha.

- Vinte e cinco? Só? - um dos rapazes gritou.

Em verdade, Berteli poupou a rapaziada. Ele tinha vinte e cinco, sim. Mas vinte e cinco mil horas de vôo! Vinte e cinco mil! E a maior parte delas, fazendo acrobacias...

autor : Marcílio Dias - e-mail: artigos@marciliodias.com

Marcílio Dias é professor, palestrante, advogado, escritor, autor dos livros "Como Conseguir Muito Mais Tempo!Já!", "Administração do Tempo" e "Sob o Signo da Serpente". É vereador da cidade de Catanduva - SP (2001 - 2004). O endereço do seu site é www.marciliodias.com .


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Quarta-feira, Novembro 02, 2005
 

Educação em debate

O jovem que tem jeito!

Fábio Carlos da Silva

Atualmente, dentro das escolas, há um discurso por parte de alguns professores de que os jovens ali presentes não têm interesse algum nos estudos. Para esses educadores, a grande maioria dos jovens só pensa em bagunça, festas e sexo. Porém, os professores fecham os olhos para certos fatos e debates que se passam logo ali, na própria escola, em salas de ou até mesmo no pátio.

Quando os jovens têm a missão de organizar eventos ou festas, é impressionante o resultado final. Tudo bem montado e certinho. No ano passado e neste ano, na Expotec (Exposição de Tecnologia) da Escola Técnica Estadual Elias Nechar, de Catanduva, os jovens estudantes recebiam os visitantes, explicavam e esclareciam as dúvidas. Muitos chegavam ao evento às 7h e só saíam às 22h (no fim).

Isso faz recordar os tempos do colegial, quando era feita a Feira de Profissões, no Objetivo. As salas se dividiam em grupos; depois, escolhia-se uma profissão, que era apresentada durante todo o dia. Era uma correria; os jovens angariavam brindes, materiais e chamavam profissionais da área. Ao final, tudo ficava perfeito.

Hoje, no Boletim Imprensa Estudantil, jornal dedicado aos estudantes de Catanduva e região e que circula em quatro escolas da cidade, sempre surgem textos muito interessantes de alunos questionando valores, sociedade e tudo o mais. A própria votação, realizada pelo jornal, na qual os alunos escolheriam pessoas chatas, metidas e arrogantes para calçar as famosas "Sandálias da Humildade", rendeu justificativas curiosas e criativas.

No final de semana, o projeto Escola da Família abre mais de 5.000 escolas do estado de São Paulo para a comunidade. Lá há jovens que ensinam computação, inglês, dança entre outras habilidades. Então, podemos dizer que os professores deveriam buscar melhores formas de estimular o dom de seus alunos. Pois o jovem deve sim protagonizar a sua história, mas o primeiro o palco deve ser a escola. E só assim poderemos dizer que o jovem tem jeito!

autor: Fábio Carlos da Silva - e-mail: garagemdeideias@yahoo.com.br


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Sexta-feira, Setembro 16, 2005
 

Poemas, sonetos e cia

Nascimento de Macaquinhos no Centro da Cidade

Luciana do Rocio Mallon

Nas árvores das grandes e poluídas cidades ...
Há macacos que brincam de verdade !
São micos que pensam que são estrelas brilhantes ,
Que iluminam a cidade com seus saltos cintilantes !

Uma vez , num galho , em cima de um sinaleiro ...
Um grupo de micos brigava de um jeito traiçoeiro !
Quando , de repente , uma macaca gestante ,
Toda alegre , saltitante e deslumbrante ,

Caiu com todo o tormento ,
No meio do movimento !
Assim , ela foi atropelada ...
E sua barriga foi rasgada !

Do seu ventre saíram dois macacos ,
Pequenos , tímidos e calados !
Naquele segundo , a pobre macaca faleceu ...
Porém , seus filhotes iluminaram aquele breu !

Um senhor de um jeito desesperado e ao mesmo tempo faceiro ...
Tratou de chamar o corpo de bombeiros !
Assim , estes filhotes sofridos ...
Foram bem socorridos !

Hoje , eles são cuidados por veterinários ...
Inteligentes , dedicados e extraordinários .

Posso Ficar Devendo Um Centavo ?

Luciana do Rocio Mallon

Sempre em qualquer estabelecimento ...
Existem ofertas que acalmam o tormento !
São produtos expostos de um jeito fenomenal
Ás vezes com o preço de R$ 1, 99 bem especial !

Porém , este encanto que enfeitiça e relaxa ...
Normalmente acaba se desfazendo no caixa ,
Quando a moça faz esta pergunta ...
De uma forma cruel e nada profunda :

- Posso ficar devendo um centavo ?
Assim , concordo e viro escravo ...
De uma esperta oferta sem troco ...
Pois , meus olhos me deixam louco .

autora : Luciana do Rocio Mallon - e-mail: poesiaedor@yahoo.com.br

Luciana do Rocio Mallon tem 29 anos, mora em Curitiba. Estudou letras na UFRP (Universidade Federal do Paraná) e faz parte do Clube dos Poetas de Curitiba. Luciana escreve para sites da Internet, e é colaboradora do Blog Garagem de Idéias.


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Quinta-feira, Setembro 15, 2005
 

Retomada Fórmula 1 - GP do Canadá - 12/07/2005

A SORTE PEDE CARONA

por Ricardo Nogueira

Se há um vencedor para o Grande Prêmio do Canadá de F1, disputado em 12 de Junho este só pode ser o muro; O malfadado muro da entrada da reta dos boxes do autódromo Gilles Villeneuve é o principal, mas existem outros igualmente eficientes; O desafio não é quem consegue ser rápido e habilidoso somente, além disso tem que ter a sorte como carona, para não tocar em nenhum muro e acabar por sair da corrida esteja em qual posição estiver, primeiro, segundo, último; No Canadá os muros não fazem distinção de suas vítimas.

Desta vez foram três os pilotos que tiveram a falta de sorte de tocá-los; Karthikeyan da Jordan, Button da BAR e o líder do campeonato Fernando Alonso, que pela primeira vez este ano não completou uma corrida; Karthikeyan na volta 24, Alonso na volta 38 e Button na volta 46; Essas três desistências somadas as outras seis que tivemos por motivos diversos foram o fator determinante entre o tênue limite entre a sorte e a falta dela pois apenas 11 carros terminaram a corrida.

O treino oficial de sábado já havia dado uma dica de que seria mesmo um GP um tanto quanto diferente, todos que esperavam uma briga intensa entre Renault e McLaren pela primeira posição no grid deram-se muito mal; Jenson Button conseguiu a segunda pole da carreira com 1min15s217milésimos - a primeira foi em Imola, no ano passado - surpreendendo até mesmo o diretor-esportivo da BAR, Gil de Ferran; A outra surpresa foi a Ferrari de Schumacher na segunda posição; Já a de Barrichello nem abriu sua volta rápida, quando se encaminhava para iniciá-la, ao contornar a chicane, uma fumaça saiu do seu carro e o brasileiro foi para o pit lane, diagnóstico: caixa de câmbio quebrada; A primeira Renault apareceu apenas na terceira posição com Alonso, seguido de perto por seu companheiro de equipe Fisichella e a primeira Mclaren apenas em quinto com Montoya, algo inesperado este ano.

No dia seguinte a Renault de Fisichella rateou para sair para a volta de apresentação, talvez já avisando que não aguentaria toda a corrida; Dito e feito, na volta 32 Fisichella foi obrigado a desistir da corrida com pane hidráulica em seu carro após iniciar a corrida na liderança, algo que o irritou profundamente; Ainda na largada, Fisichella e Alonso assumiram a ponta, Schumacher caiu para a quinta posição, perdeu 3 posições, para Fisichella, Alonso e Montoya todavia o que é a falta de sorte, nenhum dos três conseguiu terminar a corrida, Alonso teve um encontro inoportuno com o muro, o carro de Fisichella pediu arrego e Montoya ganhou o dia, foi um verdadeiro show-man que pode ser comparado apenas ao inigualável Nigel Mansell; Quando Button carimbou o muro da entrada da reta dos boxes o safety car veio à pista e entrou à frente de Montoya até então o líder da prova que precisou dar uma volta inteira atrás do safety car para alcançar os boxes, enquanto que quase todos os competidores conseguiram fazer isso por não estarem presos pelo safety car; Quando pôde, Montoya adentrou aos boxes, fez seu pit stop e queria aproveitar para voltar à pista ainda na mesma volta e sem perder posições, veio tão alucinado que ultrapassou a luz vermelha na saída dos boxes e quase provocou um acidente; O preço foi alto, bandeira preta, foi desclassificado; Há quem diga que no momento em que Montoya chegou no sinaleiro as duas luzes se encontravam acesas, tanto a verde quanto a vermelha, na dúvida ele não obedeceu e entrou na pista quase batendo no carro de David Coulthard; A direção de prova não quis saber, desclassificou o colombiano menos de quatro voltas depois!

O último piloto a ultrapassar Schumacher ainda na primeira volta da corrida foi o único a ter sorte, Kimi Raikkonen aproveitou a péssima largada de Schumacher e deixou o alemão para trás, acabou ganhando a corrida; Schumacher chegou em segundo com Rubens Barrichello na terceira posição; Felipe Massa terminou na quarta posição e Tiago Monteiro foi o décimo.

A pista do circuito Gilles Villeneuve exige demais dos carros e dos pilotos, os carros à frente de Schumacher e Barrichello foram quebrando ou se acidentando e eles foram ganhando posições; Afora os acidentes no muro, panes hidráulicas e até motor estourado, dois pilotos: Jarno Trulli e Takuma Sato tiveram problemas de freio, os freios de seus carros acabaram antes da corrida e por muito pouco não se incendiaram.

O 'Destaque da Corrida' foi Barrichello, pois apesar das 9 desistências dos que largaram à sua frente foi o piloto que conseguiu chegar mais à frente da posição a qual largou; Barrichello largou em último na vigésima posição e chegou em terceiro, ganhou 8 posições já descontadas as 9 desistências.

'Porcaria de corrida' fez Villeneuve em sua própria casa; O canadense largou da oitava posição e chegou em nono, isso porque 5 pilotos - Button, Alonso, Montoya, Fisichella e Sato - que largaram à sua frente não terminaram; É que Villeneuve teve que trocar o bico do carro ainda na primeira volta da corrida o que prejudicou bastante sua performance.

O 'Troféu de Papelão' de hoje vai para Montoya e sua equipe; Para Montoya pela lambança que fez e para a equipe que não reviu a estratégia de paradas nos boxes ao perceber que o colombiano se atrapalhou com o safety car.

A Ferrari se deu muito bem no Canadá, foi a melhor performance da escuderia este ano, e tudo graças à falta de sorte da concorrência; Já a Mclaren se firma como a grande concorrente da Renault e Raikkonen prova que pode ser o próximo campeão mundial, caso Alonso durma no ponto, a Mclaren é o carro da vez.

autor :Ricardo Nogueira - e-mail: farolalto@ig.com.br

A Fórmula 1 comentada está aqui na Garagem de Idéias !

Ricardo Nogueira é funcionário Público desde 2000, passou a escrever sobre Fórmula 1 em julho de 2002 e é colunista até hoje


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Quarta-feira, Setembro 14, 2005
 

Cidadão de Catanduva

A TERRORISTA KATRINA

por De Fázio

O ano de 2005, reservou o mês de setembro, para um atentado da mãe natureza aos Estados Unidos maior do que o feito por Osama Bin Lad. A cidade de New Orleans pareceu mais um pedaço da África. Ou mesmo o Haiti. As cenas na televisão surpreenderam. Jamais alguém imaginaria um dia uma cidade americana em situação miserável , cidadãos americanos parecendo flagelados africanos. Nunca poderemos esquecer da recusa dos Estrados Unidos em assinar o acordo de Kyoto, do egoísmo norte-americano, do domínio perverso deles no planeta.

Dos assassinatos de inocentes de Hiroshima, Vietnã, Afganistão, Iraque.No mesmo mês, no dia 11, em 2001, as torres gêmeas cairam. Não seria oportuno, começarmos a refletir que o amor , a fraternidade, a justiça deveriam virar realidades ?

Entendermos sermos passageiros, peregrinos que a qualquer momento não estaremos aqui ? Independentemente de acreditarmos em Deus, de termos religiões, de pobres ou ricos, a cada instante temos provas claras das nossas incertezas a respeito de tudo. Podemos ser eternos, mas podemos também não ser. Nada disso é importante.

O importante é sermos bons, honestos, principalmente com a nossa consciência. Somos o universo. O inverso não é verdadeiro. Não venceremos os Estados Unidos pelas bombas, pela guerra. Também eles não se imporão ao mundo com as bombas, pela guerra.Os primeiros passos da globalização serão nefastos, no entanto haverá situações positivas no decorrer do tempo.

Cumpre-nos simplesmente hoje, aqui e agora, emprendermos o maior combate de todos os tempos: amar a Deus sobre todas as coisas e confiar na sua Justiça.

autor: De Fázio - defaziocidadaodecatanduva@yahoo.com.br

De Fázio é professor de língua portuguesa da rede pública de ensino e figura conhecida na política catanduvense


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Segunda-feira, Setembro 12, 2005
 

Fora do Comum

Lendas das Amazonas

Luciana do Rocio Mallon

Como todos sabem , o rio Amazonas leva este nome por causa de uma lenda : a das Amazonas. Mas , muita gente desconhece esta própria lenda . O fato mais curioso aconteceu quando o explorador espanhol, chamado Francisco Orellanas, que descia o rio vindo do Peru , avistou uma tribo de mulheres guerreiras , que tinham apenas um seio cada uma . Como há uma lenda grega sobre uma tribo de guerreiras chamada Amazona com estas mesmas características , o espanhol batizou o rio de Amazonas .

Esta lenda apresenta várias versões, vamos vê - las abaixo :

Lenda Grega :

Segundo a lenda grega , as Amazonas eram guerreiras da Capadócia , na Ásia Menor , que moravam perto do rio Termodonte . Esta tribo era só composta de mulheres , pois quando elas tinham filhos do sexo masculino , estas guerreiras davam para os pais criarem . As meninas quando completavam 8 anos , tinham o seio queimado , para melhor manejarem as armas . Segundo a Mitologia estas guerreiras lutaram com vários deuses . A palavra Amazonas , na Língua Grega , quer dizer : privadas de seio.

Lenda Indígena:

Em uma certa região do Brasil havia duas tribos inimigas . Nestas duas tribos , existiam duas princesas : Tainá e Jurema . Um certo dia perto de uma cachoeira , estas duas índias se conheceram e se apaixonaram. Como o lesbianismo era condenado na religião indígena , Tupã castigou estas duas mulheres tirando um seio de cada uma. Então , as duas foram para uma floresta distante , no norte do Brasil , onde existiam flores gigantes . Destas flores gigantes , elas notaram que nasciam meninas de um seio só . Assim , surgiu a tribo das Amazonas .

Amazonas e o El Dourado:

Segundo alguns exploradores espanhóis , quando Franciso Orellanas avistou as Amazonas ele também viu o famoso reino de El Dourado , repleto de pirâmides feitas de ouro . Mas , não conseguiu voltar mais lá , porque as Amazonas , precavidas , souberam camuflar muito bem esta cidade .

Arquétipo da Amazona:

A amazona é o arquétipo da mulher atual , que precisa ser guerreira e para isto precisa negar o seu próprio instinto maternal , mas sem perder a feminilidade .

Lendas do Povo Amazonense:

Conversando com pessoas que moraram na Amazônia , pudemos constatar que esta lenda continua viva lá . Algumas pessoas afirmaram ter visto grupos de amazonas quando passeavam no rio que leva o mesmo nome .

E , você leitor , qual é a sua opinião ?

autora : Luciana do Rocio Mallon - e-mail: poesiaedor@yahoo.com.br

Luciana do Rocio Mallon tem 29 anos, mora em Curitiba. Estudou letras na UFRP (Universidade Federal do Paraná) e faz parte do Clube dos Poetas de Curitiba. Luciana escreve para sites da Internet, e é colaboradora do Blog Garagem de Idéias.


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Sábado, Setembro 10, 2005
 

Katrina - A tragédia

As férias acabaram...
...uma carta pública para George W. Bush


Por: Michael Moore

Sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Prezado Sr. Bush:

Você tem alguma idéia de onde estão todos os nossos helicópteros? É o quinto dia do Furacão Katrina e milhares continuam ilhados em New Orleans a espera de resgate. Pra que lugar deste planeta você conseguiu extraviar todos os nossos helicópteros militares? Você precisa de ajuda para achá-los? Uma vez, perdi meu carro num estacionamento da Sears. Cara, foi um saco.

Outra coisa. Você tem alguma idéia de onde estariam todos os nossos soldados da guarda nacional? Nós realmente poderíamos contar com a ajuda deles agora para fazer o tipo de coisa para a qual se alistaram, como ajudar em situações de catástrofes nacionais. Por que é que eles não estavam lá quando tudo começou?

Na quinta passada, eu estava no sul da Flórida. Depois de alguns instantes, o olho do Furacão Katrina passou sobre a minha cabeça. Só era um furacão de categoria 1, mas já estava bem feio. Onze pessoas morreram e até hoje havia casas sem energia elétrica. Naquela noite, o meteorologista disse que a tempestade estava a caminho de New Orleans. Isso foi na quinta-feira! Alguém te falou alguma coisa? Eu sei que você não queria interromper as suas férias e eu sei o quanto você não gosta de receber más notícias. Ainda mais porque você tinha que comparecer a eventos e havia mães de soldados mortos para ignorar. Você sem dúvida ensinou algo a elas!

O que mais admiro no seu comportamento diante da situação é como no dia após o furacão, em vez de voar para Louisiana, você voou para San Diego para se divertir com os seus amigos empresários. Não deixe que as pessoas te critiquem por isso - afinal, o furacão já tinha passado e que diabos você poderia fazer, colocar o seu dedo no dique?

E não dê ouvidos nos próximos dias, àqueles que vão tornar público como você reduziu o orçamento do Batalhão de Engenharia do Exército de New Orleans neste verão pelo terceiro ano consecutivo. Simplesmente diga a eles que mesmo que você não tivesse cortado o dinheiro para consertar aqueles diques, não haveria nenhum engenheiro do exército para fazer o serviço. Você tinha um trabalho de construção muito mais importante para eles - CONSTRUIR A DEMOCRACIA NO IRAQUE!

No terceiro dia, quando você finalmente deixou a sua casa de campo, tenho que dizer que fiquei comovido por ter feito o seu piloto do Air Force One descer das nuvens enquanto voava sobre New Orleans para que você pudesse dar uma olhadinha na catástrofe. Epa, eu sei que você não poderia parar e pegar um alto-falante e ficar em pé sobre alguns destroços e agir como um comandante supremo. Você já esteve lá e já fez isso.

Algumas pessoas tentarão usar essa tragédia como uma arma política contra você. Simplesmente faça com que o seu pessoal não responda a nada. Principalmente àqueles cientistas enfadonhos que avisaram que isso aconteceria porque a água no Golfo do México está ficando cada vez mais quente, tornando uma tempestade como essa inevitável. Ignore todas as suas historinhas de aquecimento global. Não há nada de diferente em um furacão que foi tão amplo que seria como ter um tornado F-4 que se estendesse de Nova York a Cleveland.

Sr. Bush, fique tranqüilo. Não é culpa sua o fato de 30% da população de New Orleans viver na pobreza ou de dezenas de milhares não terem transporte para sair da cidade. Cara, eles são pretos! Quero dizer, não é como se isso tivesse acontecido com Kennebunkport. Você consegue imaginar deixar brancos nos telhados de suas casas por cinco dias? Não me faça rir! Raça não tem nada - NADA - a ver com isso!

Continue firme e forte, Sr. Bush. Só tente encontrar alguns dos nossos helicópteros militares e mande-os pra lá. Finja que o povo de New Orleans e da Costa do Golfo estão próximos de Tikrit.

Michael Moore
MMFlint@aol.com

P.S. Aquela mãe irritante, Cindy Sheehan, não está mais no seu rancho. Ela e mais um monte de outros parentes de soldados que morreram na Guerra no Iraque estão agora atravessando o país, parando em várias cidades durante a viagem. Talvez você consiga encontrar com eles antes que eles cheguem a Washington D.C. no dia 21 de setembro.

Michael Moore é cineasta; crítico fervoroso da administração Bush e da guerra no Iraque; É diretor dos filmes: Fahrenheit 11 de Setembro; Tiros em Columbine; Roger & Eu; É autor dos livros: Cara, cadê o meu país? ; Cartas da zona de guerra e etc.

Texto do site MichaelMoore.com.br


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Sexta-feira, Setembro 09, 2005
 

Cidadão de Catanduva - Artigo

MACCHIONE DEIXA CÂMARA MUNICIPAL DE SAIA JUSTA

por De Fázio

Com a aprovação do reajuste de 4% e do abono de R$ 60,00, na assembléia do funcionários municipais, no dia 05 de setembro, tendo esse reajuste de ser aprovado pela Câmara Municipal, será interessante como se portarão os senhores vereadores. Posto que existe uma lei municipal neste sentido, isto é, a lei no. 253/04, que trata especificamente do reajuste dos servidores municipais.

Se votarem contrariamente haverá necessidade de uma explicação razoável, normalmente as pessoas, quando lhes interessam, não gostam ou não querem cumprir as leis, neste nosso país, especialmente a administração pública. .

Se votarem a favor, estarão dando a si próprios um atestado de desrespeito. A partir daí, poderão vir outras leis contrariando leis existentes.A situação dos senhores vereadores não é confortável.

A referida lei foi feita na administração anterior, deveria ter sido aplicada em novembro de 2004, não foi, Deveria ter sido aplicada em março de 2005, a seguir em julho, também não foi. Está mais que na hora das leis serem elaboradas diferentemente, serem estudadas e quando feitas cumpridas, caso contrário revogadas.

O mesmo vem ocorrendo com a lei do Fundef que não foi respeitada pela administração Félix, nem vem sendo, pela administração Macchione.

Desde a época de Getúlio Vargas, se dizia : lei, ora lei !. E outro político : aos inimigos a lei, aos amigos tudo! Infelizmente as leis existem, mas nem sempre são feitas para serem aplicadas. Caberá a palavra final ao Poder Judiciário.

O PODER, A CRÍTICA E O POVÃO DESINFORMADO

por De Fázio

No regime democrático, leia-se regime capitalista, o poder cumpre as leis segundo seus interesses e se resguarda, primeiramente, na morosidade da Justiça, a seguir na desinformação do povão. A avalanche de informações despejada, continuamente, nas pessoas, não somente as confunde, como também passa a desinformar. Qualquer assunto, no primeiro momento causa um certo interesse. Logo é substituído por outro, outro por outro, outro por outro, sem que haja uma assimilação das informações do assunto inicial. Nesse redemoinho de acontecimentos, a crítica construtiva, a crítica fundamentada se embaralha, se confunde, nada ou pouco é construído ou sedimentado.

As crises são potencializadas e se desmontam com a mesma rapidez, como aconteceram; desde o nível internacional, ao federal, ao estadual e ao municipal. No capitalismo podemos tudo. Inclusive não podermos nada por falta de dinheiro, quando nos tornamos excluídos, indo para a escola pública, para a saúde pública.

O povão desinformado é o maior consumidor das bugigangas e enlatados. Mantenedores da qualidade e excelência para os incluídos, não só do próprio país, mas da globalização integral. A solução seria o despertar de um nível de consciência nessa maioria desinformada de que ela é desinformada por excesso de informações.

Possivelmente passariam a selecionar os programas de televisão, a selecionar as leituras e finalmente selecionariam as conversas e os pensamentos, conseqüentemente, selecionado seus próximos votos, nas próximas eleições.

autor: De Fázio - defaziocidadaodecatanduva@yahoo.com.br

De Fázio é professor de língua portuguesa da rede pública de ensino e figura conhecida na política catanduvense


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Quinta-feira, Setembro 08, 2005
 

Proclamação da Independência do Brasil - Evento

"Brava Gente Brasileira"



Olá pessoas

O desfile em comemoração ao sete de setembro - Proclamação da Independência do Brasil - ocorreu na avenida Theodoro Rosa Filho de Catanduva. Claro, hoje não somos totalmente independentes. Temos barreiras econômicas e sociais que acabam impedindo uma liberdade. Mas o evento é de grande importância, pois faz as pessoas refletirem sobre a importância da data e cria um contato com o símbolo da nação: a bandeira. Além disso, mostra o trabalho que as escolas e instituições de Catanduva vêm fazendo pela comunidade.

Não posso deixar de citar as faixas que cada entidade trazia. Uma dizia: "Independência se faz com Justiça, honestidade e civismo". A da foto deixa claro: "Apesar do desemprego, da lavagem de dinheiro e da desigualdade social, ainda acreditamos na força do Brasil", entre muitas outras. Gostaria muito que este espírito patriota entrasse nos corações dos políticos que comandam a nação e eles parassem de judiar do Brasil e do seu povo, com estes desvios monstros de verbas. Só assim, eliminando a corrupção, poderíamos sonhar com a igualdade social e com a verdadeira independência.

Um forte abraço para todos e até mais!

Fábio Carlos da Silva

Dicas, sugestões e o seu texto - e-mail: garagemdeideias@yahoo.com.br


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Quarta-feira, Setembro 07, 2005
 

Data comemorativa - Artigo

O 7 de setembro e o Katrina à brasileira

Elizabeth Cancelli

Se estiver correta a assertiva de que a sociedade de massas não precisa de cultura, mas de diversão, e de que ela tem a pretensão de estar sempre começando o mundo do ponto zero, pode-se dizer que muitas vezes a referência ao passado não passa de uma espécie de embuste, ou para justificar o presente ou para manipular o passado em função do presente ou do futuro.

A razão para o embuste está justamente ancorada na negação do princípio de que referenciar a história é, antes de mais nada, colocar-se em relação à condição humana, ao ánthropos, à relação que os homens mantém uns com os outros. Essa noção de referência, portanto, carrega o sentido ético da noção de dívida que cada um de nós possui em relação a toda a humanidade.

Mas como referenciar um passado quando ignoramos o sentido político que a humanidade lhe conferiu? Qual o sentido que teria a Independência do Brasil para uma comunidade que perdeu qualquer referencial de liberdade na política e acredita estar a política calcada em três pilares básicos: a mentira, a falsidade e a dissimulação?

Há trinta anos, o país assistia, acuado e perplexo, aos grandes desfiles militares dos 7 de setembro. Além da demonstração de força, das armas e tanques, o constrangimento dos estudantes, crianças obrigadas a marchar nas paradas que em nada referenciavam o passado de liberdade. Os desfiles eram assim uma espécie de documento vivo a nos dizer que o presente e o futuro havia começado no golpe do 31 de março. Era ali que deveria, à força, repousar a liberdade do Brasil.

Passada a ditadura, a lembrança do 7 de setembro continua vazia de sentido político. A noção de liberdade, cara em qualquer democracia, foi soterrada pela de interesse. O exercício da política deu lugar à mentalidade de relações públicas e de sua insana procura de construção de imagens. Mentira, falsidade e dissimulação são, na verdade, as únicas coisas que conseguem transparecer nessa espécie de furacão Katrina que atingiu a política brasileira, porque fazem parte do que hoje se entende como exercício da política, em que não há qualquer sentido de humanidade. Se os interesses são o que deve reger a política - e falo aqui em toda as suas dimensões, para muito além do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto - tanto quanto o Katrina que revela agora a verdadeira face de miserabilidade, preconceito e desumanidade dos Estados Unidos, a crise política brasileira revela o que ocorre no interior da vida pública brasileira.

País que deixou de lado os princípios democráticos do exercício da política, e diz preocupar-se exclusivamente com o gerenciamento dos interesses materiais de sua sociedade e instituições, ao modelo do que apregoa a administração Bush, não teria nada mesmo a comemorar no aniversário do marco de libertação do jugo colonial.

O 7 de setembro deve, neste ano, ser novamente um feriado qualquer. A menos que paremos de nos queixar da mentira, da falsidade e da dissimulação que tomaram conta de todas as instituições brasileiras, e aproveitemos a data para redimensionar o sentindo de vivermos em comunidade; de termos direitos políticos e de descentralizarmos o exercício da política no Brasil. Até porque, essa centralização - herança perversa da monarquia e de um presidencialismo autoritário - faz as instituições brasileiras prisioneiras de pequenos césares. Todos eles empenhados em mostrar sua habilidade em defender interesses e construir a imagem de administradores de sucesso, enquanto jogam para debaixo do tapete os acordos pelos quais conseguem tecer a teia de manutenção desse poder calcado no interesse.

Nossa crise Katrina traz à tona a verdade sobre o exercício da política no país. Faz parte da natureza dos pequenos e grandes césares odiar a liberdade. Em sua postura (a)ética reside a negação dos valores concernentes a cinco questões fundamentais: a noção de dívida que existe em relação à humanidade e à comunidade; a postura em relação à diversidade; o conjunto de direitos que cada sujeito/cidadão possui; o papel que se atribui ao Estado; e papel que se atribui aos governos. Em substituição a valores fundamentais, os césares apenas costumam oferecer compaixão e "habilidade" administrativa de interesses. É assim que, com uma mão engatilham e disparam as armas, com a outra, passam a mão nas cabeças e distribuem migalhas. A eles, a liberdade, a ética na política e uma real comemoração do 7 de setembro.

autora:Elizabeth Cancelli - Texto da UnB Agência

Elizabeth Cancelli é professora do Centro de Estudos e Pesquisas sobre as Américas (Ceppac) da Universidade de Brasília (UnB). É doutora em História pela Unicamp e autora dos livros O mundo da violência: a polícia na era Vargas e A cultura do crime e da lei.


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Terça-feira, Setembro 06, 2005
 

Educação em debate - Artigo

Encaixotando Helena



por Fred Salles

Ninguém ouviu.
Um soluçar de dor, no canto do Brasil.
Um lamento triste sempre ecoou.
Desde que o índio guerreiro, foi pro cativeiro e de lá cantou.
Negro entoou.
Um canto de revolta pelos ares.
No Quilombo dos Palmares onde se refugiou.
Fora a luta dos Inconfidentes pela quebra das correntes, nada adiantou.
De guerra em paz, de paz em guerra.
Todo o povo dessa terra, quando pode cantar, canta de dor.
Ôôôô, Ôôôô, Ôôôô
E ecoa noite e dia é ensurdecedor.
Ai, mas que agonia.
O canto do trabalhador.
Esse canto que devia ser um canto de alegria soa apenas como um soluçar de dor.

Ôôôô Catancity! É um prazer novamente. Apesar de doente, estou contente em voltar a escrever no Blog Garagem de Idéias. O titulo é uma homenagem ao polêmico filme: Encaixotando Helena (1993). Uma exata direção. Obra de arte do gênero. A música é da eterna Clara Nunes, a letra é de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro. Um verdadeiro luxo aos ouvidos e uma tortura para os olhos...

"Se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los" disse Isaac Asimov, escritor norte americano. Enquanto em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, a educação é priorizada utilizando-se de estudos e pesquisas para aperfeiçoar o sistema de ensino público, no Brasil são confirmadas ou incentivadas leis que acabam, quase sempre, desajustando a prática educacional.

Para a professora Lisete Regina Gomes Arelaro*, um fato que comprova tal situação é o processo de municipalização que vem sofrendo o ensino brasileiro, maneira descoberta pelo Estado de se isentar da educação no País. Consumado o processo de municipalização ou "prefeiturização" do ensino, induzido pelo Fundef, os Municípios perceberam que havia um descompasso entre o discurso governamental e a prática, pois o custo aluno/ano, estabelecido por ato do Presidente da República, e, para 1997, definido em R$ 300,00 não sofreria reajustes sequer proporcionais à inflação do período.

Ao contrário do que é afirmado pelo mito sobre "verbas suficientes, porém mal empregadas", um dos nós górdios da educação em todos os níveis é a insuficiência de recursos. Estudos mostram que as verbas destinadas ao setor precisam, no mínimo, ser duplicadas para que o Brasil consiga sair da situação educacional em que se encontra. O PIB brasileiro para educação é menor do que da Bolívia.

"Os cuidados oferecidos à educação e os recursos a ela destinados estão sofrendo um processo de municipalização acelerado que, na maioria das vezes, vem sendo feito sem uma negociação sólida entre Estado e municípios", explica a professora Lizete. A partir do primeiro governo Mário Covas (1995-98) é que a municipalização do ensino fundamental começa a ter um crescimento significativo.

Um dos motivos que propulsiona esse processo de municipalização é a contenção de gastos ou "ajuste fiscal" adotado pelo governo FHC e mantido pelo governo Lula, para viabilizar prioritariamente o pagamento dos credores externos e internos. É a principal imposição dos acordos firmados com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o Banco Mundial, que caminham na direção de reduzir a presença do Estado nas políticas sociais.

Segundo Lisete, não está levando-se em conta o interesse da sociedade civil em participar de forma mais ativa nas escolas e nos projetos pedagógicos. Sucessivos governos têm despendido centenas de bilhões de reais com pagamento de juros das dívidas externa e interna, em detrimento das políticas sociais.

Para ela, essa transferência de obrigações deve ser repensada, tendo em vista as condições de cada cidade em assumir tal responsabilidade. "Poucos são os municípios auto-suficientes. A maioria depende do Governo Federal e o ensino, que já era ruim, está se tornando mais deficitário ainda". As cidades esperavam contar com mais recursos para suas tarefas sociais, mas segundo Lisete, como não há uma política de redistribuição de renda, isso não está acontecendo.

Na Europa vemos claramente que a municipalização não está dando certo. Alguns especialistas afirmam que o "Efeito Portugal" está percorrendo o velho mundo. Em Portugal, existe o Anteprojeto de decreto-lei que regula a constituição e o funcionamento dos conselhos municipais de educação e aprova o processo de elaboração da carta educativa, transferindo competências para as autarquias locais na área da educação.

A forma de municipalização foi adotada em vários países, com conseqüências pouco positivas, designadamente ao nível da acentuação de assimetrias entre escolas de diferentes municípios. Na França, por exemplo, a aula de uma língua estrangeira no ensino primário passou a depender dos meios da coletividade, o que levou a que só os meninos das comunidades ricas tenham acesso a aulas de Inglês ou Alemão. Paralelamente, este percurso conduziu também a um mais apertado controle sobre as escolas, contribuindo decisivamente para erguer obstáculos à construção da sua autonomia.

Os recursos para o financiamento da educação nacional têm origem na arrecadação de impostos, cujos montantes são afetados pelo desempenho da política econômica vigente. Cora Coralina, poetisa brasileira disse "Saber a gente aprende com os mestres e com os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes".

A realidade vivida nos outros países e recentes estudos aponta para a necessidade de repensar a municipalização como via de descentralização. Especificamente na área da educação, importa salientar que não se trata do único caminho possível. Para Lisete, na grande maioria das escolas municipais o salário dos professores é igual ou menor ao da rede estadual. Alguns isolados exemplos fogem a regra. No Brasil expressa o desamparo por qualquer esforço ou perspectiva de construção de outro modelo de desenvolvimento, que não tenha na estabilização fiscal o seu objetivo maior.

O modelo é o mesmo. Apesar da maior crise política brasileira, temos um presidente com ou sem diploma e pagamos o preço da "Governabilidade". O sistema econômico não liga para o boneco, tanto faz. Tudo igual. O modelo é neoliberal. O que assistimos é a decapitação do que resta, o aniquilamento do conhecimento.
Tenho a certeza que ninguém em consciência de seus atos poderia ser a favor da municipalização. Municipalização é extremamente decadente. Pois qualquer pessoa que viaja o Brasil, que faz uma pesquisa na internet, sabe o estado de enfermidade que a municipalização causa á educação. Não se pode brincar com apontamentos, com afirmações, com especulações, com noticias imaginárias. E se o prefeito disse que é a favor, quem perde é Catanduva, sempre.

A "obrigação da municipalização", é pior do que vestir a vestimenta militar, é voltar à repressão, é estuprar o livre-arbítrio e dar aula, como nada estivesse acontecendo. Com a educação não pode ter equívoco. Alguns pensam que são os professores e professoras, culpabilizados, quase de forma exclusiva, pelo "insucesso" ou desinteresse escolar dos alunos. Está afirmação é um crime.

Acredito que somente uma pessoa que nada aprendeu não altere suas idéias. Que as opiniões mudem, não vamos concordar ao que sabemos que não está produzindo bons frutos, no mundo. Não podemos amputar e ver o tempo igualando rasteiramente as cidades de Anori-AM a Catanduva-SP

Não posso tentar escrever sobre educação e não citar o magnífico Paulo Freire em duas frases. "Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre". Para concluir, "Lutar pela libertação, como busca permanente, é a forma que encontro, neste final de século, para ser, autenticamente, gente".

A educação é um filho. A educação é o que pode modificar a essência de um Estado. É unicamente a saída para um povo tão angustiado, cansado e no descaso. Educação é coração, vital. É o saber, liberdade. Não deixemos este modelo econômico realizar "Encaixotando Helena" já que em Grego, Helena significa "Tocha, Luz, Luminosa".

Lutar é preciso. Professores sobrevivendo, caminhando e lutando. Nas escolas, nas ruas, nos campos e construções. Morrer pela pátria e viver sem razão. Somos todos iguais braços dados ou não?

Ser professor às vezes é um grito de alegria, é um soluçar de dor que ninguém ouve...

Um abraço

Fred Salles

* Respeito-Tive a oportunidade de me comunicar com a Professora Titular da Faculdade de Educação e Chefe do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da USP, Lisete Regina Gomes Arelaro. Esta mulher, já fez um pouco de tudo na Educação. Foi professora de todos os níveis da Educação, nos últimos 30 anos. Foi diretora de escola. Obteve grandes experiências nas gestões, em São Paulo (1989/92) e foi Secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, em Diadema/SP, em duas gestões (1993/96 e 2001/2002). Ela é também uma pesquisadora reconhecida em nível nacional pela sua produção acerca da municipalização do ensino. É uma mulher que o estudo vem na frente de ideais partidários.

** Admiração-Em Catancity existe um herói: Dr. Bento Moretto. A cidade precisa ganhar um busto, um projeto, uma praça, um livro, um filme da trajetória de sua vida. Limitações não significam nada para este ser humano. São pessoas como este homem que me faz sentir que um dia a consciência humana irá despertar. Parabéns Catanduva ao ter um morador desta plenitude. Ele sempre estará na cabeça daqueles que o conhecem. Este Bento é melhor que o Papa.

***Memória - Ouça o Canto das três raças de Clara Nunes. Acesse: http://www.cliquemusic.com.br/artistas/clara-nunes.asp

autor: Fred Salles - e-mail: fredsalles@hotmail.com


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Sexta-feira, Agosto 12, 2005
 

Fórmula 1 - Artigo

ONDE ESTÁ SCHUMACHER?

Ricardo Nogueira

Pergunta interessante a se fazer neste campeonato 2005; Onde está o alemão pulverizador de recordes? Onde está a Ferrari, equipe suprema do campeonato passado? Onde está até mesmo a famosa estrela da sorte que acompanha o alemão?

Um verdadeiro mistério acompanha Schumacher e a Ferrari este ano. O piloto e a equipe outrora favoritos para qualquer etapa do mundial, em qualquer banca de apostas nos quatro cantos do mundo são hoje uma imensa incógnita; O que tem rendido piadas de todos os tons, dizem até que pegaram as antigas Jaguar do ano passado e pintaram de vermelho, maldade pura.

Luca di Montezemolo, o todo poderoso da equipe italiana, culpa a FIA e o novo regulamento; Para ele a Fórmula 1 atual se transformou em um campeonato de competição de pneus; De certa forma ele tem razão, os carros que chegam a terminar as corridas normalmente terminam com os pneus sem as mínimas condições, entretanto chegam; Renault, Mclaren e até a Williams tem aparecido mais no final; Tudo bem que todas elas corram com pneu Michelin enquanto a Ferrari corre de Bridgestone, mas a diferença já está ficando demasiadamente grande para ser culpa apenas do pneu, o que faz suspeitar que o carro da Ferrari não seja lá muito competitivo igualmente.

No treino oficial para o GP da Europa -que a partir desta etapa volta a ser como no ano passado, ou seja, disputado apenas no sábado- a Ferrari melhor colocada foi a de Barrichello, e conquistou com ela apenas a sétima posição 1,168s atrás do pole position Nick Heidfeld que fez o tempo de 1m30s081milésimos; Heidfeld não estava na lista de favoritos, mas confirmou a boa fase da Williams marcando a primeira pole position dele na carreira. O alemão da Williams foi 0s116 mais rápido que Kimi Raikkonen o segundo. Schumacher? Foi apenas o décimo!

E a corrida disputada no circuito de Nurburgring, começou após uma segunda volta de apresentação, logo na largada o carro de Fisichella ficou no grid; Na segunda largada houve uma confusão na primeira curva que envolveu cinco carros e começou com um toque entre Montoya e Mark Webber que acabou levando a pior e abandonou a prova; Pouco depois Trulli tomou uma penalidade do diretor de prova e teve que fazer um tour pelos boxes porque membros de sua equipe permaneceram na pista faltando menos de 15s para a largada. No decorrer da corrida pior que Schumacher que estava atrás de dois brasileiros -Barrichello e Massa- era seu irmão Ralf que estava com uma Toyota na 18ª posição brigando com as Minardis, até que errou e saiu da pista abandonando a corrida para decepção dos torcedores alemães.

O fato mais inusitado da corrida ocorreu com Kimi Raikkonen que logo na largada assumiu a ponta e se encaminhava para a terceira vitória seguida quando a menos de 10 voltas para acabar a prova começou a ter problemas com o pneu dianteiro direito de seu carro que estava avariado e vibrava muito; Talvez acreditando que o pneu resistiria até o final e para não perder a liderança da prova decidiu continuar, o que lhe custou caro, o pneu provocou a quebra da suspensão do carro a menos de uma volta do final da corrida; A meu ver, Raikkonen poderia ter aliviado o pé e ter chego no mínimo em terceiro, ou trocar o pneu e voltar ainda na zona de pontuação, no entanto quis manter a posição a qualquer preço o que lhe custou a corrida, não marcou nenhum ponto sendo que poderia ter marcado ao menos seis se tivesse aliviado e deixado Alonso passar; Posteriormente o finlandês alegou que não sabia que podia trocar o pneu, não colou, o regulamento é claro, o pneu pode ser trocado caso esteja furado ou pondo em risco a vida do piloto e dos demais; A sua insistência em permanecer na pista quase causou um acidente com o piloto Jenson Button; Quando a suspensão do Mclaren quebrou, Raikkonen virou passageiro do próprio carro que passou a centímetros do carro do inglês após rodar e sair da pista.

E terminou assim, Alonso em primeiro, Heidfeld, o pole, em segundo e Barrichello em terceiro. A sorte favoreceu Alonso que venceu e com isso mantêm a liderança do campeonato de pilotos e a Renault permanece líder no campeonato de construtores; O espanhol ainda fechou com chave de ouro, fazendo a melhor volta da corrida com 1m30s711milésimos; Felipe Massa terminou em décimo quarto e Tiago Monteiro em seguida, na décima quinta posição.

O "Destaque da Corrida" foi David Coulthard da Red Bull Racing, que largou da décima segunda posição no grid e chegou em quarto, conquistando 6 posições, já descontadas as posições de Ralf Schumacher, o oitavo, e Mark Webber, o terceiro, que abandonaram a prova.

"Porcaria de Corrida" fez Montoya que largou em quinto e chegou em sétimo; Enroscou-se com Mark Webber ainda no início da corrida e não conseguiu ultrapassar o combalido Schumacher quando teve oportunidade ainda na metade da prova.

O "Troféu de Papelão" vai para Kimi Raikkonen que além de insistir em permanecer na pista com um pneu preste a estourar, ainda declarou que não sabia que podia trocar o tal pneu, pondo em risco a segurança dele próprio e dos demais pilotos.

Finalizando, o leitor deve estar se perguntando, e afinal, onde está Schumacher? Eu digo, Schumacher é o oitavo colocado no campeonato de pilotos empatado com Montoya, ambos tem 16 pontos; Schumacher está atrás até mesmo de seu próprio irmão Ralf, que tem 17; No mesmo GP da Europa do ano passado o oitavo colocado no campeonato era Takuma Sato, com metade dos pontos, curiosamente uma posição atrás do próprio Ralf; Sabe em qual posição Takuma Sato terminou o campeonato do ano passado? Na mesma oitava posição, mas Ralf terminou em nono; É que Ralf se acidentou em Indianápolis e ficou de fora do campeonato por seis etapas, acabando por perder duas posições no campeonato; E a pergunta é: Será que Schumacher conseguirá terminar o campeonato deste ano ao menos à frente de seu próprio irmão? Tenho minhas dúvidas.

autor :Ricardo Nogueira - e-mail: farolalto@ig.com.br

A Fórmula 1 comentada está aqui na Garagem de Idéias !

Ricardo Nogueira é funcionário Público desde 2000, passou a escrever sobre Fórmula 1 em julho de 2002 e é colunista até hoje


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Quarta-feira, Agosto 10, 2005